Primeira edição do Job Summit IT arranca esta semana. “Temos expectativas muito positivas”, diz General Manager do Alerta Emprego

Num momento em que o setor das TI está a crescer cada vez mais no mercado de trabalho, devido à digitalização, Joana Piteira, General Manager do Alerta Emprego, fala da atratividade do setor para os jovens, das principais dificuldades das empresas no recrutamento e retenção de talento na área das TI, as medidas das empresas para reter talento e atratividade do mercado português das empresas do setor.

Mariana da Silva Godinho

Num momento em que o setor das TI está a crescer cada vez mais no mercado de trabalho, devido à digitalização, Joana Piteira, General Manager do Alerta Emprego, fala da atratividade do setor para os jovens, das principais dificuldades das empresas no recrutamento e retenção de talento na área das TI, as medidas das empresas para reter talento e atratividade do mercado português das empresas do setor.

 



O setor das TI está a ganhar cada vez mais relevo num mundo empresarial cada vez mais digitalizado. É este um setor atrativo para os jovens profissionais?

 

Hoje, cada vez mais jovens são formados em áreas de tecnologia e engenharia, entre outras ligadas com as TIC. Aliás, segundo a Eurostat, em 2021, Portugal tinha a segunda maior taxa da União Europeia de licenciados nas áreas de engenharia, indústrias transformadoras e construção, o que revela o investimento na formação destes profissionais, sendo que este número tem evoluído positivamente ao longo do tempo.

Estes dados revelam realmente que este é um setor atrativo para os jovens, principalmente no momento de escolherem o curso a seguir, sendo que são diversos os fatores que contribuem para isto. Primeiramente, estas são profissões com vencimentos cada vez mais atrativos, o que se justifica pela elevada escassez de talento no setor. A isto, aliam-se os diversos benefícios, financeiros e não financeiros disponibilizados aos profissionais do setor, como a flexibilidade horária, no local de trabalho ou a elevada progressão de carreira.

No entanto, a tendência é que este seja um setor cada vez mais atrativo para os jovens, já que cada vez mais as empresas estão a adaptar a sua proposta de valor às preferências e necessidades destes profissionais, de forma a responder à elevada escassez de talento. Assim, cabe às empresas desenvolverem projetos de carreira e programas atrativos o suficiente, que levem o talento jovem a considerarem as suas oportunidades profissionais atrativas.

 

Quais as principais dificuldades das empresas no recrutamento e retenção de talento na área das TI?

 Conhecemos hoje em dia, no mundo da tecnologia, bastantes desafios no que diz respeito à retenção e captação de talento por parte das organizações, o que deriva da atual escassez talento sem precedentes. Ou seja, a dificuldade de as empresas preencherem as vagas por falta de profissionais qualificados – já que as necessidades tecnológicas surgem no mercado mais rapidamente do que o talento se forma e dá os primeiros passos.

A par deste desafio, a competitividade entre empresas no setor tecnológico é muito elevada, pelo que acaba por estar no próprio candidato o poder de decisão, já que têm oportunidade de escolher a empresa que fizer a proposta mais atraente, algo que não acontece noutros setores.

Por fim, os processos de recrutamento demorados para as vagas tecnológicas fazem muitas vezes com que os candidatos desistam do cargo a que outrora se tinham candidatado. Isto pode acontecer por várias razões, das quais destacamos a que consideramos ser mais frequente: o facto de o candidato ser abordado por outras empresas com processos de recrutamento mais ágeis ou propostas mais atrativas.

Perante este contexto, as empresas do setor tecnológico têm, diariamente, em mãos o desafio da atração de talento, mas também da retenção deste, que pode a qualquer momento ser desafiado por outras empresas para outras oportunidades profissionais.

 

O que fazem as empresas por forma a conseguirem reter este talento?

Diante destes desafios, atualmente, as empresas estão cada vez mais despertas para a necessidade de se desafiarem e darem um passo em frente na criação de propostas de valor adaptadas às prioridades dos colaboradores, o que deve ir muito além da proposta salarial.

Desta forma, acompanham cada vez mais as suas necessidades e ambições, criando benefícios e medidas que promovam o seu bem-estar e sentimento de pertença, fatores que são desenvolvidos e analisados com indicadores que fogem em muito da análise salarial.

Assim, hoje as organizações criam já propostas de valor que tenham, entre outros aspetos, o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional dos seus colaboradores, mas também políticas como a flexibilidade horária, que chegou pela mão da pandemia e que agradou em muito aos colaboradores ou a flexibilidade no que respeita ao local de trabalho, com a adoção de modelos como o híbrido e até remoto.

Por outro lado, as novas gerações de profissionais procuram alinhar as suas motivações pessoais com as motivações das empresas e organizações onde trabalham, pelo que as empresas estão cada vez mais atentas a estas novas necessidades. Este aspeto revela-se também no próprio posicionamento da empresa a nível social e ambiental, já que cada vez mais os profissionais querem trabalhar para empresas que têm um impacto positivo na sociedade e planeta.

 

Portugal é um mercado interessante para as empresas apostarem nesta área?

Sem dúvida, e por várias razões. Primeiramente, Portugal é dos países com alguns dos profissionais mais qualificados, que se formam em universidades altamente reputadas.

Por sua vez, apesar do mercado tech em Portugal notar já uma forte evolução tem ainda bastante espaço para continuar a crescer, tendo as empresas espaço para se desenvolverem. A este fator, alia-se o facto de serem dinamizados no país eventos com bastante relevância para o setor, que nos trazem grandes nomes e figuras da tecnologia, como é o caso da Web Summit, e que mostram claramente que em Portugal há mercado para a tecnologia.

A par disto, cada vez existem mais Hubs tecnológicos em Portugal e empresas multinacionais a apostarem no país para abrir os seus escritórios. Tal pode dever-se a toda a envolvente social, financeira e ambiental do nosso país, nomeadamente a segurança que se faz sentir ao longo de todo o território, a incrível meteorologia que possuímos e ainda o baixo custo de vida que oferecemos face a tantos outros países europeus, são também fatores que podem atrair as empresas tecnológicas para Portugal, ao serem estes benefícios extralaborais valorizados pelos colaboradores.

 

 

Em que consiste o Job Summit IT e o que podem encontrar as empresas e candidatos nesta plataforma de interligação?

O Job Summit IT consiste na primeira feira de emprego exclusivamente dedicada a tecnologia, do Alerta Emprego, que pretende não só ligar milhares de candidatos e vagas como também ajudar as empresas a dar resposta à atual escassez de talento no setor tecnológico. Esta iniciativa decorrerá dia 18 de maio, das 9h00 às 20h00, em formato totalmente online e gratuito, sendo que as inscrições já estão abertas para todos os profissionais interessados, no nosso site, independentemente do seu background.

Vemos no Job Summit uma oportunidade de as empresas inovarem os seus modelos de recrutamento, tornando-os mais fáceis, ágeis e rápidos, sem perder um contacto próximo com o candidato. Assim, no decorrer do evento as empresas terão a possibilidade de contactar com bastantes profissionais em salas de chat, onde podem ocorrer entrevistas de emprego, stands virtuais, webinars, entre outros momentos e espaços de interação. Apesar disto, após o término do evento, para que as empresas não percam a oportunidade de conhecer qualquer candidato, permitimos que continuem a aceder à base de dados dos profissionais presentes. Assim, o contacto entre os recrutadores e os profissionais pode continuar. Desta forma as empresas poderão aceder a um maior pool de talento nos processos de recrutamento, com perfis mais adaptados às vagas que têm disponíveis.

Por tudo isto, temos expectativas muito positivas para a primeira edição desta iniciativa, precisamente por acreditarmos que vem também contribuir para que as empresas da área tecnológica consigam superar a atual escassez de talento que se encontra em níveis máximos. Neste momento, podemos avançar que temos mais de 20 entidades confirmadas, entre elas a Hyphen Digital Experience, Inetum, Claranet, Linde, a Timewe e muitas outras, mas acreditamos que o número aumente, já que as empresas se podem inscrever até dia 16 de maio.

Já no que diz respeito aos candidatos, temos como objetivo para esta primeira edição alcançar os 1500 candidatos, sendo que estes poderão inscrever-se no evento até dia 18- dia do Job Summit IT, no nosso site. Deste evento estes podem esperar um grande leque de ofertas em empresas nacionais e internacionais, num único local e momento, o que lhes permitirá perceber que ofertas estão mais em linha com as suas expectativas. Nesse sentido, poderão falar com os próprios responsáveis das organizações, recolhendo todas as informações sobre as empresas e as funções que mais lhes interessem.

 

 

O que é e quais são os objetivos do Alerta Emprego?

O Alerta Emprego é um portal online que reúne milhares de ofertas de emprego e apoia tanto as empresas como os candidatos nos processos de recrutamento. Assim sendo, tanto gratuitamente, como através de uma subscrição, empresas, de vários setores e com atuação ao longo de todo o território, têm oportunidade de partilhar com a nossa comunidade as suas vagas disponíveis, para os mais diversos perfis e tipo de candidatos.

Desde o ano em que entrámos no mercado, em 2013, que os nossos objetivos são bastante variados. Queremos, antes de mais, ser cada vez mais a ponte entre profissionais e empresas, facilitando esta relação. No que diz respeito aos profissionais, temos como objetivo ajudá-los a encontrarem as melhores oportunidades, assim como a prepararem-se para se candidatarem e apresentarem ao mercado da melhor forma. Para este efeito, temos como base a constante partilha de informação que lhes seja relevante, nomeadamente, através do nosso blog e redes sociais. A par disto, temos ainda um site destinado ao desenvolvimento gratuito dos currículos dos candidatos, ajustando-os ao formato procurado pelas empresas atualmente.

No que respeita às empresas, ajudamo-las a encontrarem o talento que mais se adequa às suas necessidades, facilitando o processo de recrutamento e a atração de profissionais. Desta forma, além da vertente de partilha de anúncios, dinamizamos os Job Summit – feiras de emprego generalistas ou segmentadas para determinado setor, como é o caso da que agora estamos a lançar – que ligam milhares de recrutadores e profissionais. Além disso, contamos também com o serviço de Employer Branding para as empresas, através do qual realizamos material de vídeo para divulgação das mesmas. Aos anteriores, junta-se ainda a “Finders”, um serviço que as empresas podem contratar e através do qual tratamos de todo o seu processo de recrutamento, desde a análise de candidaturas às entrevistas aos profissionais.

Tendo estes e outros serviços em conta, o nosso objetivo a médio e longo prazo é continuar a crescer a nível de marca e também a inovar, fazendo com que empresas e candidatos nos vejam como mais do que um portal com centenas de ofertas, mas sim como um portão que vai ao encontro das diferentes necessidades do mercado, através da criação e dinamização de novas iniciativas. Desta forma, acompanhamos continuamente as necessidades das empresas, que talento está em falta nas organizações ou que tendências de recrutamento estão a surgir, por exemplo.

Finalmente, pretendemos crescer cada vez mais no mercado português, chegando cada vez a mais candidatos e tendo no nosso portal mais empresas a recrutar, mas também aumentar o número de candidaturas diárias, nomeadamente voltando a atingir os valores pré-pandemia.

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