O governo da Malásia, o segundo maior exportador mundial de óleo de palma, pretende recuperar terreno nos mercados globais de fornecimento deste produto, depois da Indonésia, o primeiro exportador, ter anunciado que iria deixar de abastecer os mercados externos.
Avança a ‘Reuters’ que governo de Kuala Lumpur pretende redobrar esforços para “combater a propaganda negativa que mina a credibilidade do óleo de palma e mostrar os numerosos benefícios para a saúde que este óleo dourado oferece”.
O óleo de palma representa, de acordo com Statista, uma das principais indústrias da Malásia e é a principal exportação de produtos agrícolas do país, com um peso de 2,7% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Tudo considerado, não será motivo para espanto que o segundo maior exportador mundial de óleo de palma queira tirar partido da ausência, ainda que temporária, da Indonésia.
A União Europeia é o terceiro maior importador de óleo de palma a nível mundial, atrás da Índia e da China, de acordo com dados referentes a 2021 compilados pela plataforma Index Mundi. Apesar de procurar abandonar progressivamente a presença do óleo de palma no bloco dos 27, sendo que a estratégia da Comissão Europeia para as energias renováveis prevê o abandono do óleo de palma em combustíveis até 2030, a UE ainda é bastante dependente deste produto, o que poderá representar uma real oportunidade para a Malásia alcançar a liderança neste campo.
No passado dia 28 de abril, a Indonésia, que representa 59% das exportações globais de óleo de palma, decretou uma suspensão por tempo indeterminado das exportações desta gordura vegetal, sob justificações de que existiria uma escassez do produto no mercado interno.







