A estratégia de retorno da H&M após ter deixado de aparecer em plataformas de comércio eletrónico chinesas

Cerca de um ano depois de várias plataformas de comércio eletrónico na China terem deixado de mostrar a loja digital da marca de vestuário sueca H&M, a empresa precisa de ter alguns cuidados para voltar a esse mercado.

Mariana da Silva Godinho

Cerca de um ano depois de várias plataformas de comércio eletrónico na China terem deixado de mostrar a loja digital da marca de vestuário sueca H&M, a empresa precisa de ter alguns cuidados para voltar a esse mercado.

A decisão da marca foi tomada meses depois de a empresa ter anunciado a suspensão da utilização do algodão de Xinjiang, devido à alegada utilização de trabalho forçado no setor naquela província autónoma do noroeste da China.



Desde 2019 que as vendas da H&M estavam a deteriorar-se, e ao estudar o que aconteceu na China percebeu que isso aconteceu por não ser particularmente valorizada pelas autoridades locais, segundo fontes a que a ‘Bloomberg’ teve acesso.

Ao mesmo tempo, a publicação explicou que os impostos que a empresa sueca pagava na China não eram significativos e a posição que tomava em não patrocinar eventos do governo mostrava que não era uma prioridade da H&M estabelecer uma relação com o governo chinês.

Segundo a ‘Bloomberg’, a H&M precisa de aumentar as vendas, mas ao mesmo tempo manter um comportamento discreto para que não haja mais problemas nas redes sociais. A empresa sueca precisa ainda de ter uma relação melhor com o governo tendo em conta os consumidores europeus e dos EUA.

A marca vai priorizar um alcance mais personalizado na China. Helena Helmersson, CEO da H&M, disse recentemente que ainda há “um potencial claro” de crescimento na região, tendo assim contratado mais funcionários para comunicar diretamente com os clientes através de chats.

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