OE2022: “Montanha russa” nos juros terá pouco impacto no agravamento do serviço de dívida

A instituição financeira liderada por Christine Lagarde anuncia a nova política monetária para a zona euro em dezembro, estando em cima da mesa o fim do Programa de Emergência de Compra de Ativos (PEPP) em março. 

Revista de Imprensa
Outubro 15, 2021
9:05

A probabilidade de uma subida a pique dos juros, com o fim da política de ‘tapering’ com a retirada dos estímulos económicos por parte do BCE, em 2022 terá mais impacto no orçamento das famílias e empresas do que no serviço de dívida do Estado, revela esta sexta-feira o jornal ‘Público’, tendo por base a proposta do Governo, para o Orçamento de Estado do próximo ano (OE2022).

O diploma prevê que a “Euribor a três meses, depois de cair de -0,4% para -0,5% entre 2020 e 2021, se mantenha nos -0,5% em 2022”. Já no que diz respeito à taxa de juro de longo prazo, “a medida utilizada diz respeito ao custo de financiamento médio do Estado na zona euro a 10 anos, que passa de um valor positivo de 0,2% em 2020 para um valor negativo de 0,3% em 2021, sendo agora projetada apenas uma ligeira subida para -0,2% em 2022”, escreve o Púbico.

A publicação conclui assim que “o cenário macroeconómico do OE parte do princípio que não se assistirá, nem nas taxas de juro de referência do BCE (que influenciam fortemente as Euribor), nem nas taxas de juro da dívida europeias, a uma subida significativa em 2022, mantendo-se os níveis mínimos históricos que tanto ajudaram as economias (e as contas públicas) durante a pandemia”.

 

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