Imagine entrar num stand e poder comprar um veículo do futuro. Mais do que um filme de realidade científica esta pode ser uma realidade já em 2024, se os reguladores em todo o mundo assim o permitirem.
A garantia é dada por Hugh Martin, da Lacuna Technologies: “2024 é uma boa meta para que isto aconteça”, assegurou em entrevista à CNBC.
Várias fabricantes automóveis têm desenvolvido veículos aéreos. Eles incluem a fabricante chinesa de carros elétricos Xpeng e a Fiat Chrysler.
Por outro lado, Martin reconhece que os Governos de todo o mundo “estão preocupados sobre esta nova realidade”. “Vão ser precisas regras: quando éque estes automóveis podem descolar? A qualquer hora? A horas determinadas? Vão haver rotas precisas? Tudo isto está em aberto”, explicou o engenheiro à televisão norte-americana.
Nos EUA, a Administração Federal de Aviação e a NASA estão trabalhar num plano de gestão de tráfego aéreo. Pela UE ainda não é sabido se Bruxelas já começou a trabalhar num programa similar.
Cada vez mais cresce o número de empresas que investem em projectos já em curso para o desenvolvimento deste veículo. A última a fazer um grande anúncio nesta área foi a Toyota que investiu 394 milhões de dólares (cerca de 360 milhões de euros) na startup Joby Aviation.
Apenas na dimensão, os veículos voadores se assemelham a um carro, em tudo as suas características remetem para helicópteros ou aviões. As empresas a desenvolverem modelos estão tão optimistas que prevêem fazer lançamentos comerciais dos modelos voadores entre 2022 e 2025.
O Japão está na linha da frente nesta corrida; no final de 2018, o governo japonês e várias empresas de tecnologia e do ramo automóvel concordaram que o ano de 2023 seria a data de início de comercialização deste tipo de transporte. O investimento da Toyota, empresa de nacionalidade japonesa, é indicativo da confiança nesta previsão.
“Como estamos em plena transformação para deixarmos de ser uma empresa automóvel para passarmos a ser um empresa de mobilidade, o nosso objectivo é fornecer soluções de transporte a todos as pessoas, seja por terra, mar ou por via aérea”, avança ao El País Rebeca Guillén, directora de comunicação da Toyota em Espanha .
Outra das empresas que mais está a apostar nos veículos voadores é a Uber que colabora com várias outras empresas para lançar o seu próprio serviço de transporte aéreo urbano. Entre estas a Hyundai, a Aurora Flight Sciences (subsidiária da Boeing) e as startups Bell Nexus, Pipistrel ou Embracer X.
Por sua vez, a empresa chinesa Ehang, pioneira na área de transportes aéreos, já realizou mais de 1000 testes de voo com pessoas no seu Ehang 184. A empresa já tem inclusive um acordo com as autoridades do Dubai para que o seu modelo seja introduzido naquele país.




