A defesa de Ricardo Salgado invocou, durante as alegações finais no Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão (TCRS), em Santarém, o argumento da “demência” de Ricardo Salgado, no julgamento dos recursos das coimas aplicadas pelo Banco de Portugal (BdP) nos processos BESA e Eurofin, no valor global de 5,8 milhões de euros, revela o Correio da Manhã (CM).
Segundo escreve o jornal do grupo Cofina, o advogado Adriano Squilacce, pediu ao tribunal que pesasse na balança da Justiça a “situação pessoal” do ex-presidente do BES, “salientando que, além de todo o seu património estar indisponível por ter sido “integralmente arrestado”, há uma patologia do foro neurológico, atestada em dois relatórios médicos entregues ao TCRS a 16 de julho e a 25 de agosto”.
A defesa pediu ainda ao tribunal que tivesse em conta a coima de 3,7 milhões de euros, aplicado ao processo relativo à comercialização da dívida da Espírito Santo International (ESI).
A decisão administrativa do BdP havia condenado Ricardo Salgado pela prática de quatro infrações, a título doloso, que resultaram numa coima única de 75.000 euros.










