Alex Gorsky vai abandonar o cargo de CEO da Johnson &Johnson, a partir do dia 3 de janeiro de 2022. O executivo fundamentou a sua decisão em “questões relacionadas com a saúde da família”, mas confessou-se otimista no que toca ao futuro da empresa. Gorsky passa a ocupar o lugar de “Chairman” da empresa.
O empresário de 61 anos passa agora o leme da detentora da vacina Jassen, contra a covid-19, para o seu imediato na farmacêutica, Joaquin Duato. O executivo de 59 anos garante que manterá o legado de Gorsky.
Duato ficará com a cruz dos alegados efeitos secundários da vacina contra a covid-19 e com os cerca de 29.000 processos, por causa das alegadas consequências “cancerígenas” do seu pó de talco.
O número de acusações em tribunal, aumentou 30% em comparação com o ano passado. No relatório de contas, apresentado em fevereiro, a companhia apresentou uma reserva de 3,6 mil milhões de euros, que serão destinados a resolver estes casos.
O veredicto foi publicado na mesma semana em que a J&J foi processada pelo Conselho Nacional de Mulheres Negras, por alegadamente vender pó de talco para bebé, ainda que, segundo a associação, “hajam provas claras de que o produto pode causar cancro nos ovários.
No ano passado, a J&J retirou o produto do mercado norte-americano e do Canadá.
Em 2018, o maior grupo de cuidados de saúde do mundo inauguou a sua nova sede em Portugal, no Lagoas Park, em Oeiras, onde investiu 5,5 milhões de euros.




