Regulador financeiro norte-americano processa três engenheiros da Netflix por “abuso de informação privilegiada”

O facto de saberem de antemão o número de subscritores da plataforma de streaming, fez com que conseguissem realizar mais-valias significativas antecipando as flutuações no preço das ações.

Fábio Carvalho da Silva
Agosto 19, 2021
13:33

O regulador norte-americano para o mercado e valores mobiliários (SEC, na sigla anglo-saxónica) processou três ex-engenheiros da Netflix, por abuso de informações privilegiadas, alegando que os acusados lucraram mais de 3 milhões de dólares (2,7 milhões de euros ao câmbio atual) com o esquema, avança o Financial Times (FT)

O facto de saberem de antemão o número de subscritores da plataforma de streaming, fez com que conseguissem realizar mais-valias significativas antecipando as flutuações no preço das ações.

De acordo com a queixa da SEC, apresentada no tribunal federal de Seattle, esta quarta-feira, o engenheiro Sung Mo Jun, que trabalhou para a Netflix entre 2016 e 2017, informou indevidamente o irmão e um amigo sobre estes dados.

O regulador alega ainda que, mesmo depois de deixar a empresa em 2017, Mo Jun conseguiu obter números relativos ao número de subscritores da Netflix, através de Ayden Lee, outro engenheiro da Netflix.

Erin Schneider, diretora da SEC em São Francisco, disse que o grupo “envolveu -senum esquema de longo prazo e multimilionário para lucrar com informações valiosas”.

No livro “No Rules: Netflix and the Culture of Reinvention”, o CEO da Netflix,Reed Hastings, admite que “talvez sejamos a única empresa cotada que, semanas antes do relatório trimestral estar fechado  partilha os resultados financeiros com os seus colaboradores.

“O mundo das finanças acredita que esta é uma ação imprudente, mas a realidade é que esta informação nunca foi divulgada por nenhum dos nossos 700 funcionários”. Afinal o CEO estava errado.

 

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