As startups de veículos elétricos têm procurado soluções alternativas para baixar o custo de produção em massa. Empresas querem evitar o percurso de Elon Musk pelo “inferno da produção”.
Algumas empresas encontraram investidores dispostos a investir milhares de milhões de euros para financiar os seus projetos, de acordo com a Reuters. A empresa Rivian, por exemplo, conseguiu angariar cerca de 10,5 mil milhões de dólares da Amazon.com Inc, Ford Motor Co (FN) e outras, à medida que aumenta a produção para construir carrinhas, pickups e SUVs elétricos.
Outras empresas precisam de soluções mais baratas para concorrer na produção em massa ou correm o risco de perder na corrida de veículos elétricos.
A abordagem tradicional adotada por muitos fabricantes de automóveis ao longo dos anos tem sido gastar milhares de milhões de euros na construção de uma fábrica grande que permitisse construir 240.000 veículos ou mais anualmente.
No entanto, a empresa Arrival optou por construir “microfábricas” de autocarros e carrinhas elétricas – pequenas fábricas que custam cerca de 50 milhões e têm equipamentos leves e caros. A Arrival não precisa de oficinas de pintura porque suas carrinhas são feitas de um composto plástico colorido leve, o que reduz o custo em milhares de euros.
Esta aposta permite a implantação de fábricas em diversos locais, promovendo assim a empregabilidade e reduzindo os custos de envios.
Mike Abelson, ex-executivo da General Motors Co. disse que a Arrival precisa de cerca de 70 robots por microfábrica e que a startup está a comprar apenas robots genéricos comumente usados de fornecedores de longa data da indústria automóvel. Os robots são programados para realizar tarefas duplas ou triplas.
Diminuir a dimensão significa que a Arrival pode comprometer-se com 10.000 carrinhas por microfábrica, em vez de 100.000, diz Abelson, e que cada microfábrica criará cerca de 250 empregos. “Isso significa que se uma fábrica não funcionar, não é um desastre para a economia local”, acrescentou.














