Quanto vão gastar os partidos políticos nas autárquicas? Este é o top 3 dos candidatos “mais caros” da corrida deste ano

Os partidos preveem gastar 31 milhões de euros na campanha eleitoral para as autárquicas de setembro, menos do que os 35 milhões de há quatro anos, e o PS continua a ter o orçamento mais elevado, com 11,43 milhões de euros.

Executive Digest

Os partidos preveem gastar 31 milhões de euros na campanha eleitoral para as autárquicas de setembro, menos do que os 35 milhões de há quatro anos, e o PS continua a ter o orçamento mais elevado, com 11,43 milhões de euros.

Segundo os orçamentos entregues pelos partidos e disponibilizados na página eletrónica da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), o Partido Socialista concorre sozinho em 289 concelhos e prevê gastar nestas candidaturas 10,13 milhões de euros, a que acresce um montante de 1,3 milhões em despesas comuns e centrais da campanha.



As seis candidaturas em que o PS concorre em coligação implicam despesas de 728 mil euros, incluindo os 236 mil euros previstos para a candidatura de Fernando Medina em Lisboa, em que concorre coligado com o Livre.

Já o Partido Social Democrata (PSD) concorre sozinho a 153 câmaras, em cuja campanha prevê gastar 4,64 milhões de euros, a que se juntam 75 mil para despesas comuns e centrais da campanha.

Nas 146 coligações em que o PSD participa, estão previstas despesas de mais 5,14 milhões de euros, incluindo 300 mil euros para a campanha de Carlos Moedas, na qual participam também o CDS-PP, o Aliança, o Partido da Terra e o Partido Popular Monárquico.

Entre as coligações, a Coligação Democrática Unitária (CDU), que reúne o Partido Comunista Português (PCP) e o Partido Ecologista os Verdes (PEV) é a que apresenta a maior despesa, já que concorre a 305 dos 308 municípios do país e prevê gastar 5,39 milhões de euros.

O terceiro partido com o maior orçamento, segundo os dados disponibilizados, é o Bloco de Esquerda (BE), que orçamentou 989 mil euros para os 124 concelhos a que concorre sozinho.

Rui Moreira é o candidato mais caro da corrida deste ano… ou não

Aparentemente a campanha do movimento independente de Rui Moreira, no Porto, às autárquicas deveria ser a mais cara do país, com um orçamento de 316 mil euros, mais 16 mil euros do que conta gastar Carlos Moedas, em Lisboa, o qual numa primeira análise, parece ocupar o segundo lugar da tabela.

Segundo os orçamentos disponibilizados esta quarta-feira na página da Internet da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, o movimento “Rui Moreira: Aqui Há Porto” prevê gastar 316.388 euros.

No entanto, como lembra o presidente da direção da associação cívica “Porto, o Nosso Movimento”, Francisco Ramos, os valores referentes a Rui Moreira não são “comparáveis” , já que a lei autárquica “discrimina negativamente” os Grupos de Cidadãos Eleitores.

Contrariamente ao que acontece com os partidos, indicou o responsável, “os grupos de cidadãos têm de apresentar os valores de despesa da campanha com IVA, sobrevalorizando em mais 23% os orçamentos dos movimentos independentes”.

Assim, a candidatura liderada por Carlos Moedas a Lisboa, numa coligação que junta PSD, CDS-PP, Aliança, Partido da Terra e Partido Popular Monárquico, passa a ser a mais cara, ocupando, por isso, a primeira posição, já que calculada a taxa de 23% de IVA sobre os 300 mil euros despesa inscritos na Entidade das Contas e Financiamento dos Partidos Políticos, o valor gasto passa para 369 mil euros.

A terceira campanha mais cara para as autárquicas de 26 de setembro deverá ser a do movimento “Isaltino Inovar Oeiras”, que prevê despesas de 285.155,78 euros.

Nas eleições autárquicas de 2017, Isaltino Morais apresentou um orçamento de 283 mil euros e Rui Moreira de 285 mil euros.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.