Novo Banco abriu auditoria interna na sequência da operação “Cartão Vermelho”

A diligência começou um dia depois das buscas realizadas na casa do presidente do Benfica, em suspensão de funções, Luís Filipe Vieira e mais quatro arguidos. 

Revista de Imprensa
Julho 12, 2021
14:33

O conselho de administração do Novo Banco lançou uma auditoria interna para avaliar as condutas que estão descritas pelo Ministério Público no despacho de indiciação da operação “Cartão Vermelho”, revela hoje o Observador. A diligência começou um dia depois das buscas realizadas na casa do presidente do Benfica, em suspensão de funções, Luís Filipe Vieira e mais quatro arguidos.

O mesmo jornal adianta que a auditoria está a ser coordenada pelo diretor de auditoria interna, Pedro Reis. Em declarações ao observador, Vítor Fernandes complementou que ele próprio pediu a António Ramalho, presidente da instituição financeira, para dar início a esta investigação.

“No sábado enviei um email dirigido ao dr. António Ramalho a solicitar a realização de uma auditoria aos acontecimento que estão na origem da realização das buscas judiciais”, afirmou o banqueiro, ao Observador.

“O banqueiro que está indigitado para presidente do Banco de Fomento, Vítor Fernandes, enquanto esteve no Novo Banco poderá ter, suspeita o Ministério Público, transmitido informação privilegiada a Luís Filipe Vieira”, como escreve o Observador.

O Ministério Público defende que “foi o próprio Luís Filipe Vieira que esteve por trás da compra realizada no ano passado de uma dívida de 54,3 milhões de euros que uma das suas empresas, a Imosteps, tinha ao Novo Banco, tendo desembolsado por ela apenas um sexto do valor que o Banco Espírito Santo (BES) lhe tinha emprestado mais de seis anos antes”, revela hoje o jornal Público.

A publicação acrescenta ainda que “o negócio ainda veio com dois bónus”: uma participação de 12,5% que o Novo Banco tinha numa outra sociedade, a Oata, que era o principal activo da Imosteps, que detinha 50% do seu capital; e ainda o  direito a receber um reembolso de mais de 17 milhões de euros que o BES injetara nessa empresa, que tem um terreno com aval para construir 102 mil metros quadrados na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

“Esta é a tese defendida pelo Ministério Público (MP) nos mandados de buscas no âmbito das buscas realizadas na Operação Cartão Vermelho, que esta quarta-feira levou à detenção de quatro pessoas, incluindo o presidente do Benfica, o seu filho e dois empresários amigos”, conclui o mesmo jornal.

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