A ACAP (Associação Automóvel de Portugal) deu a conhecer esta sexta-feira os números da produção automóvel em 2020, apontando para uma queda de 23,6%.
De acordo com dados da associação, Portugal produziu, em dezembro de 2020, 13.368 veículos automóveis ligeiros e pesados, tendo-se verificado um decréscimo de 44,5 por cento em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Já o acumulado do ano regista um decréscimo total de 23,6% em comparação com o período homólogo, correspondendo a 264.236 unidades fabricadas em 2020.
Esta quebra de produção é particularmente expressiva nos veículos pesados, onde existiu um decréscimo de 42,6% face a 2019; mas também os ligeiros de passageiros e comerciais ligeiros foram afetados significativamente, com quebras de produção de 25,1% e 14,3%, respetivamente.
O comunicado da ACAP refere que “a informação estatística relativa aos doze meses de 2020 confirma a importância que as exportações representam para o setor automóvel, já que 97,9 por cento dos veículos fabricados em Portugal têm como destino o mercado externo, o que, sublinhe-se, contribui de forma significativa para a balança comercial portuguesa”. A Europa foi, novamente, o mercado líder nas exportações dos veículos fabricados em Portugal com 94,3%. No topo dos países europeus que mais importaram estão Alemanha (20,4%), França (16,2%), Itália (11,7%), Espanha (11,0%) e Reino Unido (7,6%).
Relativamente à montagem de veículos em Portugal, em dezembro de 2020 foram montados 32 veículos pesados, tendo representado um decréscimo de 65,6 por cento face ao mês homólogo do ano de 2019.
Em termos acumulados, nos doze meses de 2020, a montagem de veículos pesados apresentou uma queda de 78,5 por cento face a igual período do ano anterior, representando 616 veículos montados em 2020. Pelo quinto mês consecutivo apenas foram montados veículos pesados de passageiros.
No total do ano 2020 foram exportados 81,0 por cento dos veículos montados em Portugal, representando 499 unidades. Os Estados Unidos são o maior destino destas exportações, recebendo 52,7 por cento das exportações.










