Projecto FST Novabase: Desenvolvimento ‘made in Portugal’

A Automonitor vai publicar diariamente um artigo relacionado com o Projecto FST Novabase, desenvolvido pelos alunos de Engenharia do Instituto Superior Técnico (IST) e que se destina à participação na Fórmula Student, competição universitária a nível europeu. Este é o segundo de quatro artigos, cada um com uma temática diferente. Sendo um projecto totalmente desenhado e desenvolvido em Portugal (embora com alguns componentes oriundos de outros países, como é o caso das baterias eléctricas), o novo monolugar da equipa FST Novabase do Instituto Superior Técnico (IST) de Lisboa, denominado FST 06e, representa o culminar de diversos anos de aprendizagem,…

Pedro Junceiro

A Automonitor vai publicar diariamente um artigo relacionado com o Projecto FST Novabase, desenvolvido pelos alunos de Engenharia do Instituto Superior Técnico (IST) e que se destina à participação na Fórmula Student, competição universitária a nível europeu. Este é o segundo de quatro artigos, cada um com uma temática diferente.

SONY DSC



Sendo um projecto totalmente desenhado e desenvolvido em Portugal (embora com alguns componentes oriundos de outros países, como é o caso das baterias eléctricas), o novo monolugar da equipa FST Novabase do Instituto Superior Técnico (IST) de Lisboa, denominado FST 06e, representa o culminar de diversos anos de aprendizagem, sendo que o mais notório passa pela adopção da mobilidade eléctrica.

Tratou-se de uma aposta que acabou por se revelar amplamente valiosa para a evolução das próprias equipas que vão passando pelo IST e que mostram as competências nacionais.

“A evolução mais clara foi a aposta nos veículos eléctricos. Desde 2010 que só trabalhamos em veículos eléctricos e é daí que vem a nossa parceria com a Novabase. A evolução tem sido sempre no sentido de apostar o máximo possível em soluções mais tecnológicas e o que aconteceu do FST 03 para o FST 04 foi principalmente a aposta nos motores eléctricos”, recorda João Paulo Monteiro, responsável da área de Marketing do Projecto FST Novabase, traçando uma linha evolutiva ao longo dos últimos cinco anos deste inovador projecto.

“Foi uma primeira solução que correu relativamente bem e decidimos fazer uma segunda iteração com outra motorização, que foi o FST 05e. Neste, fez-se uma aposta muito forte na tecnologia e revolucionámos aquilo que tínhamos feito até à altura: projectámos o primeiro chassis monocoque em fibra de carbono [NDR: embora não numa única peça, o que sucede apenas agora com o FST 06e], foi a primeira vez que implementámos a aerodinâmica na equipa e que estreámos motores eléctricos AC. Foi também a primeira vez que tentámos – e conseguimos até certo ponto – implementar um algoritmo para a vectorização do binário, ou seja, um controlo de tracção electrónico”, acrescenta o mesmo acerca do monolugar anterior, que se caracterizou por uma série de novidades relevantes na concepção e na vertente técnica.

“Foi um salto tecnológico gigantesco e tudo desenhado por nós. Orgulhamo-nos bastante, sobretudo naquela altura, por sermos uma das poucas equipas na Fórmula Student a desenvolver o nosso sistema de gestão de baterias. Para a maior parte das equipas é mais fácil comprar, mas para nós foi bom não só por uma questão de custos, mas também porque era uma aposta num sistema muito mais adaptado para o nosso carro, apresentando por isso tempos de resposta bastante melhores do que os sistemas comerciais, sendo ao mesmo tempo mais robusto. É um dos exemplos de como um desenvolvimento feito pela equipa acaba por ser melhor do que as soluções comerciais. Além de nos dar mais pontos em termos de competição, já que os elementos desenvolvidos por nós também são valorizados”, acrescenta João Paulo Monteiro.

Recorde-se que os jurados da Fórmula Student avaliam uma série de parâmetros de cada projecto, desde o design aos custos, passando pela prestação em pista, pelo que a junção de todos esses elementos acaba por oferecer resultados bastante positivos para a equipa FST Novabase.

Para saber mais sobre este esforço dos alunos de Engenharia do Instituto Superior Técnico  (IST) de Lisboa, veja o primeiro artigo.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.