Cibersegurança, talento (atração, retenção e engagement), privacidade dos dados e exaustão são os principais riscos relacionados com a gestão de pessoas, de acordo com um estudo elaborado pela Mercer Marsh Benefits (MMB). Os riscos são apontados pelas próprias empresas e surgem em linha com as mudanças verificadas nas condições de trabalho na sequência da pandemia de Covid-19.
Depois de ouvir mais de 1.300 profissionais de recursos humanos e risk maganers, a MMB concluiu ainda que, embora estes sejam os riscos a nível geral, há diferenças a considerar consoante o setor de atividade. Nas instituições financeiras, por exemplo, a exaustão da força de trabalho foi classificada como um dos principais riscos, ao passo que o setor automóvel e industrial aponta para a obsolescência de competências.
Os riscos ambientais, por seu turno, foram apontados como um dos riscos mais preocupantes no caso do retalho, enquanto o aumento do custo de benefícios é mais significativo no setor da construção.
A nível geográfico, a mesma análise indica que todas as regiões, com exceção dos EUA, classificaram a cibersegurança como o maior ou o segundo maior risco relacionado com as pessoas. No entanto, os restantes lugares do top sofrem alterações consoante o país, por exemplo: tanto os EUA como o Reino Unido classificaram a deterioração da saúde mental como um problema de alto risco, mas os inquiridos na Ásia afirmaram que atrair e reter talento era a sua principal preocupação. Já na América Latina, as empresas identificaram o aumento do custo da previsão de benefícios como o principal risco.
Paulo Fradinho, Mercer Marsh Benefits (MMB) Leader em Portugal, alerta que mudaram os perfis de risco das pessoas nas empresas, mas também as expetativas dos colaboradores. Quer isto dizer que os desafios são duplos para as organizações.
«Ao mesmo tempo que as empresas enfrentam um aumento dramático de riscos como os cibernéticos, também precisam de reexaminar as suas opções de saúde e benefícios para atrair e reter os melhores talentos», acrescenta ainda Paulo Fradinho.
O responsável sublinha ainda que a «pandemia colocou firmemente as pessoas e o risco na agenda das salas de reuniões e os líderes devem encontrar formas de quebrar silos dentro das suas organizações, para que os recursos humanos e os risk managers trabalhem em conjunto e, assim, mitigar eficazmente estes riscos». Segundo Paulo Fradinho, é evidente que planos de saúde, proteção de riscos e bem estar fornecidos pelas empresas já não são apenas algo bom para se ter. Agora, são um elemento central da proposta de valor.








