Numa altura em que Itália ultima o seu plano de recuperação económica pós-Covid-19, com base nos 248 mil milhões de euros que a União Europeia vai disponibilizar como apoio, e que totalizam cerca de 12% do PIB, o país está a braços com aquela que pode ser a mais profunda reforma da economia italiana dos últimos anos: a saída da Zona Euro.
De acordo com o ‘The Daily Express’, a diferença entre a dívida pública e o PIB é demasiado alta (atualmente quase 160%), as taxas de desemprego continuam altas também, principalmente entre os jovens, há grandes disparidades regionais e uma baixa taxa de natalidade no país, o que Itália numa situação particularmente difícil, principalmente com uma nova crise financeira ainda a despoletar.
Os economistas Lucio Baccaro, Björn Bremer e Erik Neimanns estudaram a perceção dos italianos em relação a um resgate europeu e à saída da zona Euro e, no relatório, citado pelo jornal britânico, evidenciaram que a maioria das pessoas preferia sair caso o resgate dependesse de mais políticas de austeridade.
O estudo adianta que, perante um cenário de crise, semelhante à que o país atravessa hoje, caso o governo levasse a referendo a permanência no euro dependendo das medidas de resgate, a resposta dos inquiridos não deixou margem para dúvidas.
Os resultados sugerem, avança a pesquisa, que a opinião pública italiana é fortemente sensível aos custos de permanecer no euro.
O primeiro-ministro italiano já tinha dito, na segunda-feira, num discurso proferido na câmara baixa do parlamento italiano, que o “destino” e a “credibilidade” de Itália estão em jogo. Mario Draghi defendeu que será o sucesso, ou o fracasso, do amplo programa de reformas a ditar o papel do país na “comunidade internacional, a sua credibilidade e reputação enquanto membro fundador da União Europeia e protagonista do mundo ocidental”.











