A comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigará alegadas omissões do Governo brasileiro, presidido por Jair Bolsonaro, no combate à covid-19 e o uso de verbas na pandemia reúne-se hoje, em formato semipresencial, pela primeira vez.
Nesta que é a instalação oficial da CPI, o grupo de trabalho no Senado escolherá hoje o seu presidente, vice-presidente e relator. Após essa decisão, a CPI terá autonomia para decidir se os seus próximos compromissos serão presenciais, virtuais ou semipresenciais.
Como principal alvo das investigações, o Governo de Jair Bolsonaro já começou a preparar-se para se defender das acusações de omissão no combate à pandemia.
A investigação também poderá esclarecer eventuais irregularidades em estados e municípios, desde que “limitada apenas à fiscalização dos recursos” transferidos pelo Governo às unidades federativas “para ações de prevenção e combate à pandemia”, segundo explicou o presidente do Senado brasileiro, Rodrigo Pacheco.
Os senadores Randolfe Rodrigues, autor do requerimento para a criação da CPI, e Eduardo Girão, responsável por alargar o foco de atuação da CPI, defendem a convocação dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello – todos do atual executivo – para prestarem depoimentos na comissão.
A criação da CPI é um novo revés para o Governo de Bolsonaro, que desde o início da pandemia minimizou a gravidade da covid-19, a qual classificou de “gripezinha”, continua a censurar a adoção de medidas de isolamento social e chegou a pôr em dúvida a eficácia das máscaras.
O Brasil enfrenta atualmente a pior fase da pandemia, com escassez de medicamentos, oxigénio e hospitais em colapso, e totaliza 390.797 mortes no país e 14.340.787 infetados.













