Quem se encontrar com vacinados já pode “relaxar” no uso de máscara? Especialista pede “precaução”

O virologista, Pedro Simas, considera que a decisão de usar ou não máscara junto de pessoas que já foram vacinadas contra a Covid-19, tem de ser tomada com cautela e precaução.

Simone Silva

O virologista, Pedro Simas, considera que a decisão de usar ou não máscara junto de pessoas que já foram vacinadas contra a Covid-19, tem de ser tomada com cautela e precaução. A sua posição surge depois de ontem o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) ter atualizado as orientações, admitindo que algumas regras possam ser dispensadas se houver proteção pela vacina.

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Em declarações à ‘TSF’, o especialista indica que apesar de o risco de uma pessoa vacinada transmitir a infeção ser “muito reduzido”, deve haver precaução, sobretudo numa altura em que a imunidade de grupo ainda não foi alcançada.

“As pessoas que estão vacinadas e estão livres de risco podem ganhar alguma liberdade, mas, nesta fase, tem de haver alguma precaução e tem de ser dado o exemplo, apesar de o risco ser muito pequeno”, refere Pedro Simas.

Quando questionado concretamente se um avô já vacinado pode receber o neto sem que nenhum use máscara, o considera adianta que “em princípio, sim, porque o neto não tem fator de risco e o avô foi vacinado e já está protegido, mas, por estarmos numa fase de transição e não termos ainda a imunidade de grupo em Portugal, ainda temos de ter alguma precaução”.

Já no caso em que o encontro é entre um vacinado e alguém que faz parte de um grupo de risco mas que ainda não recebeu a vacina contra a Covid-19, o virologista indica que a máscara deve ser usada. “Apesar de ser um evento raro uma pessoa vacinada estar infetada e transmitir a infeção, existe sempre uma possibilidade e por isso é que nós somos tão cautelosos”, explica citado pela ‘TSF’.

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Apesar de defender toda esta cautela e precaução, Pedro Simas também acredita que deve haver mais liberdade. “É importante que as pessoas que estão vacinadas e os grupos de risco possam sair dos lares, possam visitar os seus familiar e ter convívio – mas um convívio ainda com algumas precauções e a máscara, nesta fase, pode ainda ser usada.

“Daqui a uns tempos, quando atingirmos a imunidade de grupo e tivermos a certeza de que está tudo bem, então tiramos as máscaras e temos uma vida normal”, sublinhou à estação de rádio. “Às vezes, as pessoas podem não ter sensibilidade para todos os pequenos pormenores e acham que já tudo acabou. Ainda não acabou. Estamos quase a terminar esta pandemia, mas, não podemos morrer na praia”, conclui.

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