António Costa considera que a generalidade das pessoas tem acatado com naturalidade as medidas apresentadas pelo Governo português, por vezes até antecipando, «mas, obviamente, o cansaço, a necessidade económica tornam cada dia mais difícil o respeito por essas medidas». Equilíbrio é, por isso, a palavra de ordem para que a população possa ir desconfinando em segurança, indica o primeiro-ministro.
Mas, atenção, embora a generalidade do País avance no plano de desconfinamento já a partir de segunda-feira, o dever geral de recolhimento é para manter. «Só que o recolhimento tem exceções», explica António Costa, frisando que o desconfinamento vai alargando esse leque. «Houve uma fase muito limitada, em que só podíamos sair de casa, por exemplo, para ir às compras de bens alimentares», recorda o governante.
Depois, iniciou-se a venda ao postigo, a que se seguiram as lojas com 200 metros quadrados com porta para a rua, por exemplo. Na próxima segunda-feira, as exceções voltam a aumentar, mas a população deve ter «na medida do possível, a contenção na circulação, a contenção nos contactos sociais». Isto para que a incidência baixa – conquistada num «processo de confinamento doloroso» – se mantenha.
O que é que reabre na próxima segunda-feira?
Em todo o território continental:
- Ensino Secundário
- Ensino Superior
Nos concelhos que avançam para a próxima fase:
- Lojas de Cidadão com atendimento presencial por marcação
- Restaurantes, cafés e pastelarias (máximo 4 pessoas ou 6 em esplanadas, por grupo)
- Cinemas, teatros, auditórios e salas de espetáculos (cumprindo as regras que já estavam definidas pela Direção Geral de Saúde anteriormente)
- Todas as lojas e centros comerciais, independentemente da dimensão
- Eventos exteriores com diminuição de lotação (5 pessoas por 100 metros quadrados)
- Casamentos e batizados com 25% de lotação
- Modalidades desportivas de médio risco
- Atividade física ao ar livre até 6 pessoas














