Concentração de enfermeiros em Lisboa. Exigem resposta às necessidades e ameaçam com «grande manifestação» se não forem ouvidos

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) concentra-se esta quarta-feira junto ao Ministério da Saúde, em Lisboa, exigindo uma resposta do Governo às necessidades atuais da classe.

Simone Silva

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) concentra-se esta quarta-feira junto ao Ministério da Saúde, em Lisboa, exigindo uma resposta do Governo às necessidades atuais da classe. Caso isso não aconteça, ameaçam avançar para um «grande manifestação» na capital, em maio.

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Guadalupe Simões, dirigente nacional do SEP, disse à Lusa, no final de março, que «se não houver por parte do Governo uma outra atitude, se não permitir a efetivação dos colegas nos serviços», para além da concentração de hoje, vão avançar, «no dia 12 [de maio], Dia Internacional do Enfermeiro, para uma grande manifestação em Lisboa».

O SEP estima que, se o cenário atual não se modificar, de acordo com as regras atuais de contratação nesta classe, em abril serão «despedidos» 97 enfermeiros, em maio 200 e em junho 398, razão pela qual exige respostas «rápidas e imediatas».

«Estranhamos que o Ministério da Saúde ainda não tenha tomado medidas no sentido de permitir a efetivação dos colegas nos serviços, sabendo que houve um aumento de necessidades nos cuidados de saúde, sabendo que é necessário retomar a atividade assistencial quer seja dos hospitais, quer seja dos centros de saúde, sabendo que temos pela frente a vacinação em massa. Todos estes enfermeiros continuarão a ser necessários no Serviço Nacional de Saúde (SNS)», disse Guadalupe Simões.

Já no passado dia 7 de abril, o sindicato, em conjunto com outras três estruturas sindicais do setor da saúde, realizaram uma ação conjunta, também em frente ao Ministério da Saúde. Em causa esteve o reforço do Serviço Nacional de Saúde e a sua valorização que, como a história recente demonstra, é da maior importância para toda a população.

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Nesta ação, foram reafirmadas a necessidade de valorização dos trabalhadores de todas as profissões da saúde, o reforço de recursos humanos nos serviços e a abertura de negociações com o ministério.

Agora os profissionais de enfermagem voltam a manifestar-se, desta vez sozinhos, prometendo avançar com novas formas de luta, se as suas exigências não forem ouvidas.

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