Cabe aos mais ricos a maior responsabilidade de mudar de hábitos e adotar comportamentos mais amigos do ambiente. Segundo o mais recente relatório das Nações Unidas, citado pelo jornal britânico The Independent, os 10% mais ricos do mundo foram responsáveis por quase 50% do crescimento das emissões de CO2 no espaço de 15 anos – entre 1990 a 2015 – e é a eles que cabe a responsabilidade de fazer mais contra isso.
Os autores do relatório de Cambridge chegam mesmo a apontar o dedo aos mais ricos, a quem mais viaja e tem mais casas, sugerindo que seja esta “elite poluidora” a fazer mais para reduzir o tamanho da sua pegada ambiental.
A comissão, que incluiu 31 especialistas ambientais e políticos de países como Reino Unido, EUA, Japão e Quénia, apela ainda a que os governos introduzam medidas para garantir que isso aconteça. De acordo com o relatório, as medidas poderiam passar, por exemplo, por criar uma “taxa de passageiro frequente”, que exigiria que aqueles que voam regularmente paguem uma taxa que se ajusta ao número de voos realizados a cada ano. Outra sugestão foi uma possível proibição de veículos SUV e outros altamente poluentes.
O relatório surge em época de pandemia, altura em que, recorde-se, houve uma redução histórica de 7% nas emissões de dióxido de carbono, devido às restrições impostas pelos vários países sobre a circulação das populações.














