O deputado do Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, disse esta terça-feira que os «dados são positivos e justificam a continuação do desconfinamento», uma posição com a qual o Presidente da República, com quem esteve reunido, concorda.
«Começamos por passar em revista aquilo que da parte da manhã foi dito no Infarmed e ficámos ambos de acordo que os dados são positivos e justificam a continuação do desconfinamento», disse o responsável depois de uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa.
Cotrim Figueiredo sublinhou ainda que «os dados são bons per si mas temos o acompanhamento desses dados com maior testagem e maior solidez dos dados e tudo isso que pode estar por trás de uma decisão que de desconfinar».
«É crucial manter aquilo, que nos parece estar a esmorecer um pouco, que é o sentido de urgência e de aceleração nos planos de testagem e rastreio, mas, sobretudo, do plano de vacinação, a partir de meados [de abril] e início do próximo mês», disse reiterando a necessidade de existirem vacinas suficientes.
No que diz respeito às escolas, também aqui houve um ponto de acordo entre o deputado e o Chefe de Estado. «Concordámos que a reabertura das escolas não parece ser um problema do ponto de vista da propagação da pandemia», afirmou.
Recorde-se que esta terça-feira Marcelo Rebelo de Sousa encontra-se a ouvir os partidos com assento parlamentar sobre a renovação do estado de emergência, que o Chefe de Estado «deseja que seja que seja a última, para podermos entrar numa boa onda, em maio».
O atual período de estado de emergência termina às 23:59 da próxima quinta-feira, 15 de abril. De acordo com a Constituição, este quadro legal que permite a suspensão do exercício de alguns direitos, liberdades e garantias não pode durar mais de quinze dias, sem prejuízo de eventuais renovações com o mesmo limite temporal.
Para o decretar, o Presidente da República tem de ouvir o Governo e de ter autorização da Assembleia da República, que nas últimas renovações foi dada com votos a favor de PS, PSD, CDS-PP e PAN, abstenção do BE e votos contra de PCP, PEV, Chega e Iniciativa Liberal.













