As autoridades norte-americanas pediram a suspensão da inoculação com a vacina da Johnson & Johnson, depois de terem sido registados seis casos de problemas com coágulos sanguíneos. Segundo avança o New York Times, a vacinação será suspensa a nível federal, mas a Food and Drug Administration (FDC) e o Centers for Disease Control (CDC) apelam a que também os estados tomem a mesma decisão.
A mesma publicação indica que os seis cidadãos afetados por este efeito secundário desenvolveram coágulos sanguíneos duas semanas após a vacinação. São mulheres entre os 18 e os 48 anos e uma delas morreu. Outra encontra-se neste momento hospitalizada em estado crítico.
Quase sete milhões de pessoas já receberam a vacina da Johnson & Johnson nos Estados Unidos da América até ao momento, esando previsto o envio de cerca de mais nove milhões para os vários estados do país. Numa publicação partilhada no Twitter, a FDA informa que emitiu uma recomendação no sentido de suspender a vacinação por precaução.
Embora, o regulador mencione apenas uma recomendação, o New York Times adianta que a vacina da Johnson & Johnson será mesmo interrompida a nível federal. O objetivo é que as autoridades de âmbito estatal vejam esta suspensão como um sinal forte de que devem fazer o mesmo.
O regulador teme que os profissionais de saúde possam não estar treinados para detetar este tipo de efeito secundário e frisa que, além disso, o tratamento para estes coágulos sanguíneos é diferente do tratamento habitualmente administrado. Cientistas da FDA e do CDC vão trabalhar em conjunto para identificar possíveis ligações entre a vacina e os coágulos de modo a determinar se a vacina deve manter a luz verde obtida ou não. Também está em cima a possibilidade de limitar a vacinação a apenas determinados grupos de pessoas.
Today FDA and @CDCgov issued a statement regarding the Johnson & Johnson #COVID19 vaccine. We are recommending a pause in the use of this vaccine out of an abundance of caution.
— U.S. FDA (@US_FDA) April 13, 2021
Recorde-se que Portugal vai receber amanhã as primeiras vacinas da Janssen (Johnson & Johnson) contra a Covid-19. Trata-se de uma vacina de toma única que demonstrou uma eficácia de 66,9% 14 dias após a injeção, no ensaio global. A percentagem sobe para 85% quando se trata de evitar que a doença progrida de maneira grave ou crítica. E até 100% de proteção contra a morte.
O primeiro lote é de 30 mil doses, o que significa que o país fica com 1,9 milhões de doses disponíveis para administrar durante o mês de abril, segundo indica o jornal Público. De acordo com o coordenador da task force para a vacinação, plano é administrar pelo menos a primeira dose de uma das vacinas a todos os cidadãos com mais de 60 anos de idade até à primeira semana de junho.














