Atualmente, todas as regiões portuguesas à exceção do Centro e do Alentejo registam um índice de transmissibilidade (o chamado Rt), acima de 1, de acordo com o último relatório do Instituto Nacional Ricardo Jorge (INSA), hoje publicado.
O organismo, que todas as semanas analisa a evolução da curva epidémica e dos parâmetros de transmissibilidade da Covid-19 em Portugal, adianta que o facto de só estas duas regiões terem um Rt abaixo de 1, significa que a incidência viral apresenta uma tendência crescente, ao contrário do que tem acontecido as últimas semanas.
«Todas as regiões do país apresentam a média do índice de transmissibilidade (5 dias) acima de 1, exceto a regiões do Alentejo e Centro, sugerindo um aumento da incidência de SARS-CoV-2», pode ler-se no documento que descreve os valores concretos deste indicador para cada região.
Assim, segundo o INSA, estima-se que o valor médio do Rt entre os dias 31 de março e 4 de abril se fixe em 1,02 a nível nacional. Foram ainda estimados os valores de 1,03 para a região Norte, 1,00 para o Centro, 1,02 para Lisboa e Vale do Tejo, 0,99 para o Alentejo, 1,05 para o Algarve, 1,08 para a região autónoma dos Açores e 1,11 para a região autónoma da Madeira.
O INSA adianta que «desde dia 10-02-2021 que se observa um aumento do R(t), de 0,61 para 1,01 (04-04-2021), o que sugere a inversão da tendência de decréscimo da incidência de SARS-CoV-2, dando lugar a uma tendência estável ou ligeiramente crescente».
Esta situação atual reflete um agravamento face à semana passada, altura em que o organismo revelou que apenas o Algarve e a Madeira tinham um Rt acima de 1, com todas as restantes regiões abaixo, e a incidência ainda a descer.














