A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês), confirmou esta quarta-feira que encontrou uma «possível ligação» entre vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca e «casos muito raros de coágulos sanguíneos».
Em comunicado divulgado há instantes, o regulador europeu indica que «o comité de segurança da EMA ( PRAC ) concluiu hoje que coágulos sanguíneos incomuns com baixo teor de plaquetas devem ser considerados efeitos colaterais muito raros» da vacina.
EMA’s safety committee (#PRAC) has concluded its review of very rare cases of unusual blood clots with AstraZeneca #COVID19 vaccine.
👉https://t.co/WGsfRP8PTo pic.twitter.com/aeyzK3bfxd— EU Medicines Agency (@EMA_News) April 7, 2021
«A EMA está recorda os profissionais de saúde e todos os que recebem a vacina que devem estar cientes da possibilidade de ocorrerem casos muito raros de coágulos sanguíneos combinados com níveis baixos de plaquetas sanguíneas nas duas semanas após a vacinação», pode ler-se ainda.
Até agora, a maioria dos casos relatados ocorreu em mulheres com menos de 60 anos de idade nas 2 semanas seguintes à vacinação. «Com base nas evidências atualmente disponíveis, os fatores de risco específicos não foram confirmados», revela a EMA.
Segundo o regulador europeu, foram registados 62 casos de trombose do seio venoso cerebral e 24 casos de trombose venosa esplâncnica até 22 de março, bem como 18 mortes, num universo de cerca de 25 milhões de vacinados na UE, Espaço Económico Europeu e Reino Unido.
A AstraZeneca tem estado envolta em polémica devido ao surgimento de coágulos sanguíneos em vacinados com a sua vacina contra a covid-19, entretanto denominada Vaxzevria, situação que levou alguns países europeus a suspender o seu uso e que só foi ultrapassada depois de a EMA ter garantido, em meados de março, que este era um fármaco seguro e eficaz.
O regulador europeu tem desde então vindo a investigar a relação entre a vacina e os episódios de aparecimento de coágulos sanguíneos e da morte de pessoas inoculadas com a vacina Vaxzevria.
Já na terça-feira, o responsável pela estratégia de vacinação da EMA, Marco Cavaleri, tinha assumido a existência de uma ligação entre a vacina contra a covid-19 da AstraZeneca e os casos de tromboembolismos após a sua administração, numa entrevista ao diário italiano Il Messaggero, declarações que provocaram desconforto na União Europeia.














