O número de mortes causadas pela Covid-19 ultrapassou esta terça-feira os três milhões, a nível global, de acordo com uma contagem da ‘Reuters’, numa altura em que o ressurgimento de infeções desafia os esforços de vacinação em todo o mundo.
As mortes pela doença viral estão a aumentar em todo o mundo mais uma vez, sobretudo no Brasil e na Índia. As autoridades de saúde apontam para o surgimento das variantes britânica e sul-africana, que contribuíram para uma subida das infeções e consequentemente da mortalidade.
De acordo com a mesma contagem da ‘Reuters’, demorou mais de um ano para que o número global de mortes por coronavírus atingisse os dois milhões, depois disso foram necessários apenas três meses para que se somasse um novo milhão.
O Brasil lidera o ranking global do número médio diário de novos óbitos reportados por Covid-19, sendo responsável por uma em cada quatro mortes no mundo, todos os dias, revela a análise da agência de notícias.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a terrível situação pandémica do país, sublinhando que o cenário atual é muito critico, com um sistema de saúde sobrecarregado. «A situação no Brasil é muito séria, há vários locais em estado crítico”, disse a epidemiologista Maria Van Kerkhove, em conferência de imprensa.
Os Estados Unidos têm o maior número total de mortes do que qualquer país do mundo, com 555 mil, e são responsáveis por cerca de 19% de todas os óbitos por Covid-19 a nível global. Os casos aumentaram nas últimas três semanas, mas as autoridades de saúde acreditam que a rápida campanha de vacinação do país pode evitar um aumento de mortes.
Por sua vez o continente europeu, que inclui 51 países, regista quase 1,1 milhões de mortes. Cinco países europeus, incluindo Reino Unido, Rússia, França, Itália e Alemanha, constituem cerca de 60% do total de mortes relacionadas com o novo coronavírus na Europa.













