Um coro de ativistas está a pedir mudanças nas leis de propriedade intelectual na esperança de começar a impulsionar a produção da vacina Covid-19 a nível global, acabando com as diferenças entre nações pobres e ricas, e com aquilo que classificam como “apartheid das vacinas”, segundo o ‘The Guardian’.
Os EUA e um conjunto de outros países ricos produtores de vacinas estão a caminho de distribuir vacinas a todos os adultos que as desejam nos próximos meses, enquanto dezenas de países mais pobres ainda não inocularam uma única pessoa.
Os ativistas apelidaram a disparidade de “apartheid das vacinas” e apelaram às maiores empresas farmacêuticas do mundo para que partilhem o conhecimento técnico, num esforço para acelerar o projeto global de vacinação.
“O objetivo das agências de saúde agora é gerir a pandemia, e isso pode significar que nem todos terão acesso – e não apenas este ano – a longo prazo”, disse Peter Maybarduk, diretor do programa de acesso do cidadão público a medicamentos.
O responsável acrescentou ainda: “Se queremos mudar isto de imediato, então é necessário ser mais ambicioso e mobilizar recursos a uma escala mais ampla”. Neste momento “ainda não se percebe que o objetivo é vacinar o mundo”, defendeu.
Atualmente, 30 países não receberam uma única dose da vacina. Cerca de 90 milhões de doses de vacina deveriam ser distribuídas através do mecanismo Covax, da OMS, mas o processo foi adiado devido um surto da Covid-19 na Índia. Na Europa, o aumento dos casos de Covid-19 e uma lenta campanha de vacinação também geraram controlos de exportação de vacinas.
Além do fornecimento de vacinas existentes, Maybarduk considera que a tecnologia para vacinas Covid-19, em conjunto com outros materiais, deve ser partilhada entre os países do mundo.














