Origem da pandemia? 14 países assinam declaração onde partilham preocupações sobre o estudo da OMS

14 países, incluindo Reino Unido, Estados Unidos, Dinamarca e outros países europeus, assinaram uma declaração conjunta na qual partilham “preocupações” sobre o recente estudo divulgado pela OMS relativo às origens da COVID-19.

Simone Silva

14 países, incluindo Reino Unido, Estados Unidos, Dinamarca e outros países europeus, assinaram uma declaração conjunta na qual partilham “preocupações” sobre o recente estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) relativo às origens da COVID-19, avança o ‘Euronews’.

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A missão internacional, que incluiu 17 especialistas chineses e 10 especialistas internacionais, divulgou recentemente um relatório conjunto após a sua viagem de um mês à China no início deste ano.

Os peritos concluíram que o mais provável foi o COVID-19 ter sido transmitido para a população humana através de um animal “hospedeiro intermediário” e disseram que era “extremamente improvável” que o vírus tivesse escapado de um laboratório em Wuhan.

No entanto, Londres, Washington e várias outras capitais disseram ter “preocupações partilhadas” sobre o relatório da equipa convocada pela OMS. Os governos disseram que o estudo estava “significativamente atrasado” e que a equipa de especialistas “não tinha acesso a dados e amostras originais completos”.

“Missões científicas como estas devem ser capazes de realizar o seu trabalho, em condições que produzam recomendações e descobertas independentes e objetivas”, pode ler-se no comunicado conjunto, citado pelo Euronews.

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O documento indica que os países devem apoiar a Organização Mundial da Saúde e encorajar novas pesquisas com animais. “Uma avaliação rápida, independente e conduzida por especialistas é crítica” para proteger as pessoas contra futuras pandemias, alertam.

A declaração foi assinada pelos governos da Austrália, Canadá, República Checa, Dinamarca, Estónia, Israel, Japão, Letónia, Lituânia, Noruega, República da Coreia, Eslovénia, Reino Unido e Estados Unidos.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse aos Estados-membros que a equipa de especialistas “encontrou dificuldades em ter acesso a dados brutos” e acrescentou que para investigar os primeiros casos, os cientistas beneficiariam de amostras biológicas pelo menos a partir de setembro de 2019.

“Espero que futuros estudos colaborativos incluam uma partilha de dados mais oportuna e abrangente”, disse o responsável sublinhando que o estudo foi “um começo muito importante”, mas que todas as hipóteses ainda estavam em cima da mesa.

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