Mesmo com as restrições de viagens e de circulação impostas pelas autoridades neste período da Páscoa, devido à pandemia da Covid-19, alguns emigrantes insistem em cruzar fronteiras e concelhos para se reunir com a família nesta altura do ano, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN).
Exemplo disso é João Loureiro, emigrante em França, que não se mostra preocupado com o regresso. «Tenho de fazer um teste PCR 72 horas antes da viagem, foi o que me pediram. Eu vou de autocarro numa transportadora aqui da aldeia. Como tenho residência em França, espero que me deixem entrar. Se me barrarem na fronteira volto aqui para o café de Pinela para beber mais um copo. A gente agora sabe lá o que acontece», afirmou ao jornal.
Também José Manuel Lopes e Francine Azevedo, emigrantes em França, este ano decidiram passar as férias da Páscoa em Pinela, aldeia do concelho de Bragança, de onde são naturais os pais dele. «Venho a Portugal quando posso. Já assim foi em agosto, mesmo com a covid-19. Desta vez, viemos de avião. Apresentámos testes PCR negativos e demos os números de telefone», explicou José Lopes ao jornal.
«Não tivemos qualquer problema na viagem até Bragança, pois nem sequer encontramos a GNR», revela o emigrante, adiantando que «já fomos às compras a Macedo de Cavaleiros e não tivemos qualquer controlo».
Segundo o jornal, vários presidentes de juntas de freguesias da zona indicaram que houve um ou outro caso de pedidos de declarações para circular no país. «Para cuidar de idosos ou para tratar de assuntos relacionados com repartições do Estado, mas nada de significativo», afirmou Joana Pires, autarca da Junta de Pinelo, em Vimioso.














