O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou um novo site para comemorar a sua época como presidente do país que inclui um relato “muito seletivo” da história da sua gestão, de acordo com o ‘The Guardian’.
O site é anunciado como uma plataforma para os seus apoiantes manterem o contacto e um local onde Trump continuará a sua campanha “América first”. A peça central é uma história de 885 palavras que resumem a sua presidência, enumerando as realizações do que descreve como “o movimento político mais extraordinário da história”.
Sem poupar nenhum elogio Trump diz que destronou dinastias políticas, derrotou “o establishment de Washington” e “superou virtualmente todas as estruturas de poder implementadas”.
A página inicial do site afirma que “o escritório de Donald J Trump está empenhado em preservar o magnífico legado da administração Trump, ao mesmo tempo em que promove a agenda da América em primeiro lugar”.
Também promete que “através do dever cívico e ativismo público, o escritório de Donald J Trump se empenhará em informar, educar e inspirar os americanos de todas as esferas da vida, à medida que procuramos construir um verdadeiro ‘grande futuro americano’”.
A história, no entanto, omite vários momentos significativos da presidência de Trump. Os EUA registaram o maior número de mortes por coronavírus do mundo sob a supervisão de Trump, mas o site descreve o seu tratamento da pandemia como um sucesso, dizendo: “Quando a praga do coronavírus chegou vinda da China, afetando todas as nações ao redor do globo, o presidente agiu cedo e decisivamente”.
Também ausente está a informação de que Trump se tornou o primeiro presidente dos EUA na história a enfrentar duas vezes julgamentos de impeachment no Congresso. E que foi o primeiro presidente dos EUA a perder o voto popular duas vezes. Hillary Clinton garantiu 2,8 milhões de votos a mais do que Trump em 2016, e a margem de vitória de Joe Biden em 2020 foi ainda maior, com sete milhões de votos.
Para além disso, o site não menciona que Trump se tornou o primeiro grande líder mundial a ser banido de redes sociais, como Facebook e Twitter, enquanto estava no cargo, depois de terem considerado que este tinha usado os seus sites para incitar uma insurreição.














