A Covid-19 está a evoluir a um ritmo sem precedentes, com os cientistas agora a detetar novas mutações quase diariamente. Um especialista polaco alertou para um “exército de variantes” que pode vir a ter um efeito imprevisível na pandemia, avança o ‘Express’.
Rafał Mostowy, biólogo da Universidade Jagiellonian na Cracóvia, Polónia, referiu que as mutações quase diárias são uma consequência direta da disseminação do vírus. Cada vez que a Covid-19 se replica dentro de uma pessoa infetada, há uma hipótese do seu código genético se fragmentar e formar uma nova mutação.
Em suma, quanto mais pessoas forem infetadas globalmente, maior será a probabilidade de o vírus sofrer mutação para uma nova variante.
“A situação agora é diferente da do ano passado”, afirmou o especialista citado pelo ‘Express’. “Agora temos um exército de variantes e ouvimos falar de novas mutações quase todos os dias”, acrescentou.
Para Mostowy, “isto não deveria ser uma surpresa. É assim que a evolução funciona, é o processo biológico das células”, adiantou. “Muitas destas mutações são inúteis, inofensivas e rapidamente removidas pela seleção natural. Mas algumas são perigosas”, alertou o responsável.
Infelizmente, o especialista acha que será difícil prever o comportamento destas novas variantes. Os cientistas não têm como saber se as novas variantes sobreviverão ou reagirão à vacinação, ou com que rapidez a maioria da população mundial será vacinada.
Consequentemente, Mostowy teme que a quarta vaga de infeções por coronavírus esteja prestes a surgir no outono. “Não sabemos se a propagação destas variantes conhecidas, como a britânica, vai abrandar no verão, como há um ano”, disse.
“Temos razões para acreditar que a pandemia diminuirá no verão, mas não podemos afirmá-lo com toda a certeza”, acrescentou o especialista, adiantando que provavelmente, a Covid-19 vai manter-se por perto após a pandemia, tornando-se uma doença sazonal como a gripe.
O único lado positivo, acrescentou o responsável, é que isso provavelmente será causado por estirpes mais fracas do vírus. Mostowy acredita que vacinações generalizadas irão conter o pior da pandemia. “Um dos cenários indica que o SARS-CoV-2 vai deixar para trás uma série de variantes diferentes do coronavírus que circularão, mas não serão tão perigosas porque eliminaremos as piores com a ajuda de vacinas”, explicou.














