No dia 24 de março Portugal registou 3.155 novos casos nos últimos sete dias, o que corresponde «a uma média diária de 451 novos casos e ao valor mais baixo desde 9 de setembro de 2020». A conclusão é da análise à crise de saúde pública da Covid-19, divulgada hoje pelo Instituo Nacional de Estatística (INE).
Segundo o organismo, «desde 28 de janeiro que se verifica uma diminuição acentuada do número de novos casos confirmados nos últimos 7 dias», com a taxa de incidência a 14 dias a fixar-se em 64 casos por 100 mil habitantes. «Esta taxa tinha atingido um máximo a 29 de janeiro», de 1.667 infeções.
Na análise por regiões, é possível verificar que «o número de óbitos na Área Metropolitana de Lisboa, entre 8 de fevereiro e 7 de março de fevereiro de 2021, foi 1,3 vezes superior ao do período homólogo de referência». Ainda assim, «face à semana anterior, registou-se uma redução deste rácio em todas as regiões NUTS II do país».
O INE adianta ainda que a 16 de março de 2021 «a tendência para o aumento da concentração territorial do número de novos casos acentuou-se. O valor obtido para esta data (28,2%) foi próximo do valor de 19 de novembro 2020 (28,7%). Manteve-se também, face à semana anterior, a atenuação da redução da taxa de incidência cumulativa a 14 dias».
Ainda no mesmo dia, «261 dos 308 municípios registaram valores inferiores ao limiar de 120 novos casos por 100 mil habitantes. Face à semana anterior (9 de março), 62% dos municípios registaram uma redução da taxa de incidência cumulativa. Contudo, 71 municípios registaram uma taxa de variação positiva da incidência cumulativa a 14 dias, mais 36 municípios do que na semana anterior», revela o organismo.
Mobilidade tem aumentado desde meados de fevereiro
Segundo o INE, com base no domínio do Statslab, «a partir da segunda semana de fevereiro verifica-se, globalmente, uma tendência de aumento dos níveis de mobilidade, que se acentua a partir de 15 de março na sequência do levantamento das medidas restritivas e da reabertura das escolas até ao 1º ciclo do ensino básico».
Na análise feita a este indicador, verifica-se que «aos domingos se assinala, de uma forma geral, menos mobilidade da população que nos outros dias da semana. Salienta-se também que, após os primeiros casos confirmados de COVID-19 e na sequência da declaração do primeiro Estado de Emergência, se verificou uma redução da mobilidade da população, registando-se depois um aumento dos níveis de mobilidade na sequência das medidas de desconfinamento».

«Considerando a média móvel dos últimos 7 dias, verifica-se a partir de novembro, globalmente, uma redução dos níveis médios de mobilidade na sequência da declaração do Estado de Emergência a 9 de novembro e das subsequentes renovações. Neste contexto, constituem exceção os dias antecedentes ao Natal e subsequentes ao Ano Novo onde se verifica um aumento da mobilidade em virtude do levantamento geral das medidas de restrição à circulação», revela ainda o INE.
Adicionalmente, a análise tornou possível observar que «esta tendência de redução da mobilidade acentuou-se após a entrada em vigor, a 15 de janeiro de 2021, das medidas
«extraordinárias para limitar a propagação da pandemia, incluindo o dever geral de recolhimento domiciliário, seguido da suspensão das atividades letivas e não letivas presenciais a partir de 22 de janeiro?.
Depois, «a partir da segunda semana de fevereiro verifica-se, globalmente, uma tendência de aumento dos níveis de mobilidade, que se acentua a partir de 15 de março na sequência do levantamento das medidas restritivas e da reabertura das escolas até ao 1º ciclo do ensino básico».














