A estratégia de testagem à covid-19 em Portugal prevê a realização de testes em transportes públicos, universidade e em eventos de massa que implicam a aglomerações de pessoas, como os concertos, avança o Público.
“O conceito é prevenir, testar e diagnosticar”, explica ao jornal o presidente do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), Fernando Almeida, também coordenador da task-force para a estratégia nacional de testagem.
O responsável adianta que Portugal vai receber “mais 12 a 13 milhões de testes, dos quais entre 750 mil a um milhão chegam já dentro de dias“. Fernando Almeida diz-se “muito tranquilo” quanto à capacidade de fazer chegar os testes de rastreio em massa à população. Além disso, Portugal tem uma reserva estratégia de cerca de 1,5 milhões de testes.
A estratégia nacional prevê também a criação de equipas de intervenção rápida de testagem em cada uma das cinco Administrações Regionais de Saúde (ARS). “Já existem alguns exemplos destas equipas rápidas de testagem e a ideia é pegar neste exemplo e multiplicá-lo”, diz o presidente do INSA.
Fernando Almeida defende a criação de postos de testagem em eventos de massa, como, por exemplo, festivais de música. “Não vejo por que é que não se possa garantir uma regra no sentido de, do mesmo modo que as pessoas precisam de um bilhete para ver o espetáculo, devam também ter um bilhete que diga que aquela pessoa ‘está negativa’”, adiantou.
O coordenador desta task-force fala ainda num “varrimento” nas universidades, com a realização de testes que abrangem os alunos. Nos restantes graus de ensino, é preciso “estudar com o Ministério da Educação a periodicidade desta testagem”.
Por último, nos nos transportes públicos não haverá testes à entrada, nem a regra de “só entra quem tem teste negativo”. Mas vai ser promovida a “testagem não obrigatória e oportunística”. As empresas podem disponibilizar um drive-thru para quem quiser ser testado, segundo o Público.














