Segundo período escolar termina hoje. Foram 3 meses de «resiliência», «esforço» e «solidariedade»

Esta sexta-feira, dia 26 de março, marca o final do segundo período. Para os diretores, este foi um tempo de «resiliência», «esforço», mas também muita solidariedade. 

Simone Silva

Esta sexta-feira, dia 26 de março, marca o final do segundo período que foi passado maioritariamente em casa, uma vez que se iniciou a 4 de janeiro e no dia 22, as escolas foram encerradas devido à pandemia da Covid-19. Para os diretores e dirigentes escolares, este foi um tempo de «resiliência», «esforço», mas também muita solidariedade.

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Filinto Lima, Presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, refere que este segundo período foi sobretudo de «distância mas também de solidariedade/esforço, acho que os professores e alunos estão a ser solidários, esforçados e resilientes numa altura difícil como esta» sublinha.

O responsável indica que o segundo período foi diferente do primeiro, em que, ainda com alguns contratempos, «as coisas correram relativamente bem». «Neste segundo período tivemos de confinar logo desde o dia 22 de janeiro, ou seja, ao fim da terceira semana de aulas presenciais tivemos que ir para casa», adianta.

«Claro que nesta altura não fomos tão desprotegidos quanto em março (do ano passado), porque tínhamos outra experiência, havia mais computadores, contudo ainda há dificuldades». Segundo Filinto Lima, ainda há alunos sem computadores, há falhas de internet, ou seja, há uma série de dificuldades que este ensino nos apresentou, e com as quais nós convivemos, até porque não podemos diabolizar, pelo contrário», indica.

Ainda assim ressalva: «Estivemos a maior parte dos dias a aprender à distância, o que traz grandes constrangimentos, desde logo nas aprendizagens que não são realizadas, ou que o são com maior dificuldade». Por esse motivo, «há aqui um trabalho de recuperação e consolidação das aprendizagens que vai ter que ser feito nos próximos meses e eu diria até nos próximos anos», revela.

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Por sua vez, Manuel Pereira, Presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, considera que este segundo período foi «estranho, mas de resiliência e solidariedade». «Todos estiveram a trabalhar para além do que era suposto e o tempo nunca foi desperdiçado», adianta.

«Correu como podia correr, nem melhor nem pior». «A verdade é que as escolas estavam melhor preparadas, bem como os professores e as próprias famílias também», afirma o responsável. «No ano passado muitos alunos não tinham computador, agora já começam a ter e os professores têm agora mais recursos».

Por isso Manuel Pereira considera que «correu bem do ponto de vista formal, já do ponto de vista das aprendizagens o que verificámos é que nada substitui o ensino presencial».

«Por mais que os alunos estejam empenhados e esforçados, e por mais cuidados que os professores tenham, a verdade é que ao final de um ano os alunos começam a dispersar, estão cansados, exaustos e também para os professores o trabalho em casa é mais cansativo, porque se misturam várias profissões numa só», revela sublinhando: «Este segundo período termina na altura certa, não era possível prolongá-lo durante muito mais tempo».

O terceiro período escolar arranca dia 5 de abril e vai terminar a 18 de junho para os alunos do 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade; a 23 de junho para os 7.º, 8.º e 10.º anos; e a 8 de julho para o pré-escolar, 1.º e 2.º ciclos do ensino básico.

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