Portugal deveria terminar a primeira fase da campanha de vacinação contra a covid-19 dentro de uma semana. Mas só 30% da população que integra este primeiro grupo recebeu as duas doses e cerca de 60% recebeu a primeira. Segundo o Diário de Notícias (DN), a imunização está a ser lenta porque a convocatória por SMS está a falhar e alguns centros de saúde só conseguem vacinar dois dias por semana.
O prazo previsto para o fim da primeira fase da vacinação no país (31 de março) já foi estendido para abril. Mas, nesta altura, esperava-se que já existissem 1,4 milhões de pessoas inoculadas e, neste momento, há apenas menos de um milhão.
As autoridades de saúde, de uma forma geral, têm justificado a lentidão das campanhas de imunização com as falhas na entrega das vacinas por parte das empresas farmacêuticas. No entanto, os profissionais que estão no terreno apontam outros problemas.
O sistema de convocatória por SMS é uma das limitações encontradas, porque impõe prazos para o agendamento e não é facilmente aceite pelos mais idosos, que integram este primeiro grupo de vacinação.
Outro constrangimento passa pela seleção dos utentes por critérios clínicos, que é demorada e só pode ser feita por profissionais de saúde, devido à obrigatoriedade de sigilo.
Como consequência destas limitações, neste momento, “há centros de saúde que chegam a ficar só com um dia ou dois na semana para vacinar utentes”, diz ao DN o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.
Até esta terça-feira à noite, o último balanço da vacinação dá conta que Portugal recebeu 1.713.540 doses e distribuiu 1.462.079. Do total das doses administradas, a primeira inoculação chegou a 942.825 pessoas e há 471.204 com a imunização completa (duas doses).














