O Presidente da República teve esta quarta-feira uma nova ronda de audições com os partidos sobre a renovação do estado de emergência. Depois de ontem ter ouvido o Chega, CDS, PEV, PAN e IL, hoje foi a vez do PCP, BE, PSD e PS. Saiba o que disseram:
PCP
O PCP alertou hoje o Presidente da República para o risco de “falências em massa” de micro, pequenas e medias empresas (MPME) e o aumento do desemprego que pode atingir 15%, afirmou o secretário-geral dos comunistas.
Jerónimo de Sousa falava aos jornalistas no parlamento, após uma audiência, por videoconferência, com o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa sobre a renovação do estado de emergência para responder à pandemia de covid-19, medida que voltará a ter o voto contra da bancada do PCP, na quinta-feira, na Assembleia da República.
Na reunião de hoje, Jerónimo afirmou ter transmitido “uma preocupação”, com as falências e o aumento do desemprego, e “três prioridades” no combate à epidemia: mais rastreio, mais testagem e mais vacinação.
As “medidas de confinamento” são “inseparáveis do agravamento da situação económica e social” de onde se destacam “a ameaça de falências em massa de MPME, do crescente desemprego que globalmente já afeta globalmente 15% dos trabalhadores portugueses”, afirmou.
BE
A coordenadora do BE, Catarina Martins, afirmou hoje que não se opõe à renovação do estado de emergência por mais 15 dias, mas espera que este seja o último desta fase, caso se mantenham as condições para o desconfinamento.
No final da reunião, por videoconferência, com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a propósito do decreto presidencial de renovação do estado de emergência, Catarina Martins adiantou que o partido mantém o posicionamento que tem tido até agora e por isso não se opõe a que este seja renovado por um novo período de 15 dias.
“Esperamos que seja possível manter o desconfinamento, que os números continuem numa rota de controlo. É isso que esperamos, que idealmente que este seja o último estado de emergência pelo menos nesta fase”, avisou.
Para a líder do BE, “sendo possível avançar com o desconfinamento, não tem sentido que o estado de emergência se prolongue indefinidamente”, já que esta solução representa “o sinal vermelho” quando há uma necessidade de recuo nas medidas.
PSD
O líder do PSD, Rui Rio disse hoje que vai aprovar a renovação do estado de emergência e não se opõe a que esse enquadramento legal vigore até que seja preciso. “Era o que faltava o PSD dizer que o Governo nao tem a base legal necessária para o que necessita, se as medidas precisarem da base legal, terão o nosso apoio”, afirmou.
Sobre o plano de desconfinamento, Rio concorda que se tenha por base os indicadores epidemiológicos. “Se os indicadores aumentarem temos de andar para trás, por isso a logica é fazer o desconfinamento o mais depressa possível mas em função dos indicadores”, disse deixando um alerta.
“O Rt está neste momento em 0,89 e no momento em que passar a 1 temos de parar o desconfinamento”, adiantou.
(Em atualização)














