A partir desta sexta-feira, dia 26, e durante quase 11 dias seguidos, até à primeira segunda-feira a seguir à Páscoa, dia 5 de abril, volta a ser proibido circular entre concelhos. A PSP e a GNR andam em ações de fiscalização há quase três meses e estão cansados, adianta a TSF.
Desde a passagem de ano, em janeiro, que tem sido proibido circular fora do concelho de residência ao fim-de-semana, o que implica uma fiscalização por parte das forças de segurança, que se mobilizam por todo o país para garantir que a restrição é cumprida.
À TSF, o Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da Polícia de Segurança Pública (PSP) revela que os polícias andam “cansados”.
“Convém não esquecer que as forças de segurança estão empregues em ações de fiscalização sucessivas e com muita dificuldade irão tentar fazer cumprir mais este período de fiscalização”, que dura quase 11 dias consecutivos, diz o presidente do sindicato, Carlos Meireles.
“Vale a pena dizer que o pessoal na atividade operacional está, de facto, cansado e esgotado. A cúpula terá de olhar para esta questão e ver se a longo prazo é possível manter esta ritualidade consecutiva de operações”, acrescentou o responsável.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Santos, também admite dificuldade em fiscalizar as regras do estado de emergência durante tanto tempo. “Há muitas pessoas que, face à saturação da pandemia, tentam furar, de alguma forma, as imposições e isso dificulta as operações de fiscalização no terreno”, revela.
Do lado da Guarda Nacional Republicana (GNR), o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, César Nogueira, diz que basta andar na rua para perceber que “principalmente nos grandes centros urbanos parece que já desconfinou tudo”. Acrescenta que nestes próximos dias “vai ser impossível estar em todo o lado” até porque “já há postos sem efetivo e outros fechados temporariamente, por causa da pandemia, para reforçarem outros postos com mais trabalho”.
As forças de segurança lembram também que, além de fiscalizar estas restrições implementadas no contexto da pandemia, os polícias têm de continuar a fazer o seu trabalho “normal”.














