A ministra da Saúde, Marta Temido, disse esta terça-feira, depois da reunião do Infarmed, que “a situação epidemiológica do nosso país mantém-se estável” e que Portugal está “em contraciclo” no contexto europeu. Ainda assim, alertou que é preciso “continuar a progredir”.
“Há uma tendência decrescente naquilo que é o número de novos casos por covid-19, no número de internamentos e na mortalidade. Esta é a primeira nota”, começou por dizer Marta Temido em declarações aos jornalistas.
A ministra da Saúde disse também que Portugal está num patamar referente aos 60 e 120 casos por cem mil habitantes ao longo dos últimos 15 dias. “Em termos de risco de transmissão estamos no 0,89 para o território continental”, continuou.
Segundo a governante, o risco efetivo de transmissão mais baixo foi atingido em meados de fevereiro: 0,61. “Portanto, temos assistido a um aumento deste indicador”, alertou.
Marta Temido sublinhou, também, a importância “de manter o risco efetivo de transmissão e os níveis de incidência controlados”. “Se isso não acontecer, corremos o risco de não andar para a frente ou, se estivermos numa fase mais complexa da pandemia, de ter de voltar para trás”, avisou.
Assim, a ministra lembrou que é necessário “continuar a progredir”.
A nível europeu, Temido afirmou que “vários países situam-se com uma incidência maioritariamente elevada”, tratando-se, por isso, de um “contexto adverso e preocupante”. Assim, Portugal está em “contraciclo”, pelo que é preciso “manter uma atenção elevada e uma especial precaução”.
“Vacinas são seguras”
A governante garantiu ainda que as vacina são “seguras”, referindo-se ao caso da AstraZeneca. “Têm, como qualquer medicamente, contraindicações”, explicou, mas os casos de reações adversas são “perfeitamente raros”.
“Qualquer vacina, qualquer medicamento, passa por uma avaliação da Agência Europeia do Medicamento e seguimos a sua recomendação”, acrescentou. “É nessa linha de segurança que continuamos a posicionar-nos”.
Temido disse também que mais de 80% dos maiores de 80 anos devem ter a vacinação feita “no final desta semana”.
“Fizemos um longo caminho e temos de continuar a fazer todos os esforços para que a capacidade industrial acompanhe o que foi a evolução da ciência”.
Hoje, no Infarmed, os peritos voltaram a reunir-se com o Governo, uma semana depois do início do desconfinamento.














