Número de nascimentos em Portugal aumenta desde 2013. Tendência de crescimento contrasta com UE

Nascem cada vez menos bebés na União Europeia. Já em Portugal verifica-se o oposto: têm nascido mais crianças nos últimos anos.

Mara Tribuna

Nascem cada vez menos bebés na União Europeia (UE). Prova disso é que em 2019 houve 4,17 milhões de nascimentos, mantendo a tendência decrescente que começou depois de 2008, quando nasceram 4,68 milhões de bebés na UE. Já em Portugal verifica-se o oposto: têm nascido mais crianças desde 2013.

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Os dados são do Eurostat e foram divulgados hoje. Em 2019, a taxa de fertilidade foi de 1,53 nascimentos por mulher no bloco europeu, uma pequena diminuição em relação ao pico recente em 2016 (1,57). Ainda assim, trata-se de um aumento em relação a 2001 – ano em que nasceram, em média, 1,43 bebés por mulher.

A taxa de fertilidade mais elevada foi registada em França. Segundo o Eurostat, em 2019, França era o Estado-membro com a mais alta taxa de fertilidade total na UE (1,86 nascimentos vivos por mulher). Segue-se a Roménia (1,77), a República Checa, a Irlanda e a Suécia (os três 1,71), e ainda a Dinamarca (1,70).

Em contraste, as mais baixas taxas de fertilidade foram observadas em Malta (1,14 nascimentos por mulher), Espanha (1,23), Itália (1,27), Chipre (1,33), Grécia e Luxemburgo (ambos 1,34).

Em Portugal, a taxa de fertilidade é inferior à média da União Europeia. Em 2019, registaram-se 1,43 nascimentos vivos por mulher. Já no bloco comunitário este valor é de 1,53.

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Além disso, e segundo o gabinete de estatísticas da UE, nasceram mais bebés em Portugal em 2019, em comparação com o ano anterior. Em 2018, a média da taxa de fertilidade portuguesa era de 1,42. Trata-se de um indicador que tem crescido sempre desde 2013, de acordo com os dados do Eurostat.

Número de nascimentos de mães nascidas no estrangeiro aumentam

O número de crianças nascidas de mães que nasceram no estrangeiro – tanto de outros Estados-membros da UE como de países terceiros – tem vindo a crescer na UE desde 2013.

A percentagem de crianças nascidas de mães oriundas no estrangeiro difere significativamente entre os Estados-membros: em 2019, mais de 65% das crianças nascidas no Luxemburgo eram de mães nascidas no estrangeiro, enquanto que em Chipre, Áustria e Bélgica esta percentagem era de cerca de um terço.

No outro extremo da escala, nove países tinham menos de 10% das crianças nascidas de mães estrangeiras, sendo a Bulgária, a Eslováquia e a Polónia os países com a percentagem mais baixa (2%).

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