Cada português consome quase 17 toneladas de recursos domésticos por ano, com as matérias naturais a ser o setor onde os gastos são maiores. A conclusão é do Gabinete de Estatística da União Europeia (UE), Eurostat, num relatório hoje divulgado.
Os dados mostram que em 2019, cada português consumiu em concreto 16,7 toneladas de recursos domésticos, um valor que está a meio da tabela da UE, não sendo nem dos mais altos, nem dos mais baixos, mas acima da média europeia (14 toneladas).
As matérias não metálicas, ou seja, naturais (madeira, cortiça, fibras, couro) são os recursos que os portugueses mais consomem (10,6 toneladas por pessoa). Segue-se depois a biomassa (energia), com um consumo de 3,3 toneladas por pessoa em 2019, os materiais de energia fóssil, (1,4 toneladas por pessoa), os metais (0,9 toneladas por pessoa) e outros produtos (0,1 toneladas por pessoa).
O consumo interno de recursos económicos da UE situou-se em 14 toneladas por pessoa em 2019. As matérias não metálicas representam metade deste total, a biomassa por quase um quarto (24%), os materiais de energia fóssil por um quinto (20%) e os metais para 5%.
O nível de consumo interno destes recursos difere significativamente entre os Estados-Membros da UE: de 8 toneladas por pessoa em Espanha a quase 32 toneladas por pessoa na Finlândia. «O consumo interno de materiais em cada país é influenciado pelas dotações naturais de recursos materiais, que podem constituir um importante elemento estrutural de cada economia», explica o Eurostat.








