Em menos de seis meses, a Klarna conseguiu quase triplicar a sua avaliação de mercado para 31 mil milhões de dólares. Dedicada a soluções de pagamentos, a startup sueca é agora a mais valiosa da Europa, de acordo com a agência Reuters. A subida é justificada com uma nova ronda de financiamento privado no total de mil milhões de dólares.
A fintech tem neste momento uma avaliação semelhante à de grandes organizações financeiras, como o Barclays, Credit Suisse ou Swiss RE. Conseguiu ainda superar a avaliação do Deutsche Bank, um dos maiores bancos da Alemanha.
«Se se olhar para esta avaliação e a compararmos com alguns dos maiores bancos de retalho desta indústria, ainda somos uma fração da oportunidade que existe», afirma Sebastian Siemiatkowski, CEO da Klarna, em entrevista à Reuters. Segundo o responsável, ainda há um caminho longo de possibilidades de crescimento para a startup que lidera.
A Klarna assenta num modelo de “comprar agora e pagar depois” que tem levantado algumas dúvidas no mercado, bem como preocupações sobre os efeitos desta mecânica junto de consumidores com menor capacidade de controlo financeiro. No Reino Unido, por exemplo, estão a ser equacionadas leis que regulem este tipo de modelo.
No entanto, os investidores parecem interessados nas potencialidades da fintech sueca: mais de 30 investidores (entre novos e já existentes) participaram na última ronda de financiamento.










