A Heineken, dona da Sagres, vai eliminar 8000 postos de trabalho nos próximos dois anos. O objetivo é cortar dois mil milhões de euros em custos, para responder à crise gerada pela pandemia que também está a afetar o setor das cervejas.
O chefe executivo do grupo, Dolf van den Brink, quer assim reformular a segunda maior cervejeira do mundo. O responsável disse esta quarta-feira que a mpresa vai eliminar quase 10% da força de trabalho, como parte de um programa para poupar dinheiro e aumentar a produtividade.
Cerca de um quinto dos postos de trabalho na sede da empresa em Amesterdão vão ser suprimidos já neste primeiro trimestre, segundo o Financial Times.
Os 2 mil milhões de euros que o grupo quer poupar até 2023 vão permitir à Heineken restabelecer as despesas de marketing, investir em tecnologia e mitigar a inflação e os custos monetários, afirmou o CEO Dolf van den Brink.
“O impacto da pandemia no nosso negócio foi amplificado pela nossa dependência no comércio [pubs, bares e restaurantes]”, justificou. Segundo as estimativas da empresa, cerca de dois terços dos bares que são fornecidos pela Heineken estiveram fechados em 2020.
O plano estratégico tem como objetivo aproximar a Heineken dos consumidores, melhorar as operações digitais, “expandir e ir além da cerveja”, como é o caso das cervejas sem e com baixo teor alcoólico.
O chefe executivo do grupo espera ainda que as condições de mercado melhorem gradualmente na segunda metade de 2021 e continuem a melhorar até 2022.












