Com a evolução da pandemia da Covid-19, são já algumas as grandes empresas que estão a optar por privilegiar ou mesmo tornar obrigatório o uso de máscaras respiratórias, as chamadas FFP, que se diz serem mais eficazes na proteção viral, mesmo antes de a Direção Geral de Saúde (DGS) dar orientações sobre a matéria, avança o ‘Negócios’.
Segundo a mesma publicação, a situação acontece já em empresas portuguesas como a EDP, Pingo Doce, El Corte Inglês e Cimpor que seguem assim o exemplo alemão, ajustando as políticas de uso de máscaras ao proibir os modelos têxteis e até os cirúrgicos, que dizem oferecer menos proteção contra a doença viral.
No caso da EDP, «em função do risco das atividades desenvolvidas», as chamadas máscaras comunitárias nunca foram utilizadas pelos seus colaboradores, sendo as cirúrgicas e as FFP2 os modelos aprovados para uso, segundo uma fonte da empresa citada pelo jornal.
Contudo, «em consequência do agravamento da situação pandémica e da maior transmissibilidade das diferentes variantes do SARS-CoV 2, a EDP vai passar a utilizar preferencialmente as máscaras FFP2», excluindo assim até as cirúrgicas, adiantou a mesma fonte.
Também o Pingo Doce, com o agravamento da situação pandémica, decidiu equipar os mais de 30 mil funcionários das lojas, armazéns logísticos, cozinhas e fábrica com máscaras FFP2/KN95, classificadas com um nível superior de proteção, adianta o ‘Negócios’.
«Enquanto Portugal se mantiver em estado de confinamento geral e não for inequívoca a inflexão da curva de evolução das novas infeções, os colaboradores do Pingo Doce utilizarão estas máscaras, regressando ao uso das máscaras cirúrgicas (nível 2) – indicadas como as adequadas para o atendimento ao público pela DGS – assim que a fase aguda da pandemia for superada», revela uma fonte oficial do grupo Jerónimo Martins, citada pelo jornal.
O El Corte Inglês, que «fornece máscaras homologadas a todos os colaboradores com a frequência necessária para a sua proteção», tomou a decisão de «ampliar a utilização das máscaras FFP2 para algumas áreas, nomeadamente para aquelas que [considera] de maior risco», revelou uma fonte ao ‘Negócios’.
Por último, a Cimpor, atualizou o seu plano de contingência que se encontra a ser implementado, tornando assim obrigatório o uso de máscaras FFP2 e FFP3, «por todos os que se encontrem nas instalações» da empresa, com o «objetivo de mitigar qualquer contágio».








