Portugueses estão a ir para casa mais cedo, fazem menos deslocações e mais curtas mas valores ainda estão longe dos de março

Aqueles que circulam «são menos e estão a regressar a casa mais cedo, fazem menos deslocações, e mais curtas, mais cirúrgicas». Houve ainda «uma redução nas distâncias dos percursos que as pessoas fazem».

Simone Silva

O regime de confinamento geral, decretado pelo Governo, causou um impacto considerável na circulação dos portugueses, alterando o seu quotidiano e a forma como se deslocam. A conclusão é da consultora PSE, que faz uma análise sobre esta matéria.

Nuno Santos explicou à Executive Digest os principais pontos que se alteraram neste indicador na vida dos portugueses, com a imposição de restrições mais severas. «Passámos de um confinamento médio de 30% para 40% no dia 15 de janeiro, na primeira sexta-feira em que entrou em vigor o dever de recolhimento e depois para 50% com o fecho das escolas na sexta-feira passada», revelou.



«Ontem tivemos um nível de confinamento de 55%, o que aparenta significar que claramente o fecho das escolas acabou para permitir, em conjunto com outras medidas, passar de um confinamento de 30% para 55%», refere.

Outras curiosidades em termos do comportamento dos portugueses remetem para o facto de que «desde que que entrou em vigor o dever de recolher obrigatório, as pessoas estão a ir para casa mais cedo, é normal que se veja menos trânsito ao final do dia», adianta.

Para além disso, «fazem menos deslocações. 70% daqueles que estavam normalmente em circulação, tinham necessidade de fazer deslocações intermunicipais, esta percentagem na semana passada reduziu para 44%.», segundo Nuno Santos.

«Estávamos com uma mobilidade muito elevada nos dias úteis e no fim de semana normalmente reduzia. Com estas medidas já vamos conseguir, mesmo durante a semana, uma redução significativa, ainda que estejamos longe dos níveis de março e abril», revela.

Numa situação normal, durante uma semana inteira, 93% das pessoas iam pelo menos uma vez à rua. Na semana passada, já com as medidas em vigor, só 84% dos portugueses tiveram algum contacto com a rua, o que mostra que «há menos portugueses circular».

Assim, a conclusão que a PSE retira é que aqueles que circulam «são menos e estão a regressar a casa mais cedo, fazem menos deslocações, e mais curtas, mais cirúrgicas». Houve ainda «uma redução nas distâncias dos percursos que as pessoas fazem». Desde o dia 15 de janeiro que cerca de 97% dos portugueses estão em casa às 23h, o que mostra que «estão a interpretar muito bem o que lhes é pedido», reitera Nuno Santos.

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