A nova variante, recentemente identificada no Reino Unido, pode obrigar as autoridades de saúde a implementar novas medidas nas escolas, admitiu esta terça-feira a diretora geral da saúde, Graça Freitas, em conferência de imprensa.
Questionada sobre o assunto, a responsável referiu que a adoção de novas restrições será uma das hipóteses a considerar, em virtude da nova mutação, sobretudo em estabelecimentos de ensino, uma vez que «algumas indicações vão no sentido de que poderá propagar-se mais facilmente entre os mais jovens que as outras variantes».
Ainda assim, Graça Freitas ressalva que esta é apenas uma opção e ainda «carece de informação», podendo «haver uma estratégia diferente», porque apesar de esta estirpe ser mais transmissível e infeciosa, provocando mais casos da doença, a sua gravidade não é maior. «Não há até à data indícios que esta variante seja mais agressiva, ou virolenta», apontou.
Portugal contabiliza hoje mais 90 mortes relacionadas com a covid-19 e 4.956 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).
O boletim epidemiológico da DGS indica ainda que estão internadas 3.260 pessoas, mais 89 do que na segunda-feira, das quais 512 em cuidados intensivos, ou seja, mais duas. Desde o início da pandemia, Portugal já registou 7.286 mortes e 436.579 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 80.183, mais 175 do que na segunda-feira.






