Com uma crise sanitária como pano de fundo, Itália está cada vez próxima de mergulhar também numa crise política. Segundo avança a CNBC, o governo italiano poderá mesmo colapsar devido a disputas sobre os fundos disponibilizados pela União Europeia na sequência da pandemia de COVID-19.
«No cenário mais provável, a crise irá levar à formação de um novo executivo», vaticina Wolfango Piccoli, co-presidente da consultora Teneo, citado pela mesma publicação.
O mais recente conflito conta com o actual primeiro-ministro Giuseppe Conte de um lado e com o antigo líder do governo Matteo Renzi do outro. Depois de deixar o Partido Democrata em Setembro do ano passado, Matteo Renzi criou o seu próprio partido, o Italia Viva, que entretanto tem apoiado a coligação no poder neste momento. No entanto, ameaça agora retirar o seu apoio por não concordar com o plano de Giuseppe Conte para a recuperação económica do país no pós-coronavírus.
O antigo primeiro-ministro acredita que o plano não é suficientemente ambicioso, considerando que Itália será um dos principais beneficiários dos 750 mil milhões de euros que a União Europeia irá distribuir pelos 27 Estados-membros. Deste total, Itália deverá receber cerca de 208 mil milhões de euros.
O destino a dar a este montante é, precisamente, o ponto de discórdia entre Giuseppe Conte e Matteo Renzi. De acordo com o presidente da consultora Teneo, a disputa ganhará novo fôlego ainda esta semana, quando a estratégia de recuperação for a votos. Se os dois ministros apoiados pelo Italia Viva não aprovarem o plano, o governo poderá começar a desmoronar.




