O novo ano começa com um novo mecanismo de defesa dos trabalhadores da Google e da empresa-mãe Alphabet. Os funcionários de uma das principais tecnológicas do Mundo anunciam esta segunda-feira a criação de um sindicato aberto a todos os trabalhadores, independentemente do seu cargo.
Segundo avança a Bloomberg, Alphabet Workers Union é o nome escolhido para o sindicato, que nasce na sequência de anos de conflitos entre os trabalhadores e a equipa de gestão da gigante norte-americana. O organismo terá cotas pagas e uma administração eleita através de votos.
A mesma agência noticiosa indica que um sindicato como este é raro no sector tecnológico dos Estados Unidos da América, contando com o apoio da Communications Workers of America (CWA). Nesse sentido, todos os trabalhadores que se juntarem ao Alphabet Workers Union também farão parte do CWA Local 1400.
Dylan Baker, engenheiro de software da Google e um dos responsáveis pelo sindicato, garante em comunicado que serão contratados profissionais com as competências necessárias para que todos os funcionários da Google tenham à sua disposição os meios certos para ver o seu valor reconhecido. O objectivo do organismo será, por exemplo, limitar a autoridade dos executivos, abordando ainda áreas como remuneração e avaliação dos trabalhadores.
O Alphabet Workers Union poderá inspirar a criação de outros sindicatos semelhantes numa indústria que sempre se mostrou avessa a este tipo de organismos.




