As famílias na União Europeia (UE) gastaram mais de 1.700 mil milhões de euros (equivalente a 12,3% do PIB – Produto Interno Bruto da UE) em “Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis’, o ano passado, segundo dados do Eurostat divulgados esta quinta-feira.
Os números do gabinete de estatística da UE mostram assim que a casa, e a sua gestão, representa quase um quarto (23,5%) das despesas de consumo totais e é de longe a maior despesa doméstica da UE, à frente de ‘Transportes’ (13,1%), ‘Alimentos e bebidas não alcoólicas’ (13,0%), ‘Restaurantes e hotéis’ bem como ‘Recreação e cultura ‘(ambos 8,7%).
Portugal está entre os países que registam aumentos nas despesas da habitação. Para as famílias portuguesas estas despesas assumem 17,6% do total, num aumento de 1,4 pontos percentuais, seguindo-se a rúbrica ‘Alimentos e bebidas não alcoólicas’ com 16,1%, ‘Restaurantes e hotéis’ com 13,9% e os ‘Transportes’ com 13,3%.
Finlândia e Eslováquia lideram nas despesas das famílias com habitação. Malta gasta menos
Na grande maioria dos Estados-Membros da UE, ‘Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis’ representa a rubrica mais significativa das despesas domésticas.
Em 2019, a parcela das despesas das famílias dedicadas à habitação foi maior na Finlândia (28,8%), Eslováquia (28,4%) e Dinamarca (27,9%), seguida pela República Checa (26,4%), França (26,2%), Suécia (25,8%) ) e Irlanda (25,4%).
Em contraste, Malta (12,3%), Lituânia (14,9%), Chipre (15,6%) e Croácia (16,2%) registraram as menores proporções das despesas das famílias com habitação.
Roménia consegue a maior redução. Finlândia e Irlanda registam o maior aumento
Entre 2009 e 2019, a percentagem da habitação na despesa total das famílias diminuiu ou permaneceu estável na maioria dos Estados-Membros da UE. O maior decréscimo foi registado na Roménia (de 25,2% da despesa total das famílias em 2009 para 17,7% em 2019, ou uma diminuição de 7,5 pp), seguida da Polónia (-2,6 pp), Chipre (-2,5 pp), Hungria (- 2,3 pp), Letônia (-2,2 pp) e Eslováquia (-2,1 pp).
Em contraste, esta percentagem aumentou em 11 Estados-Membros da UE: Irlanda (de 22,0% em 2009 para 25,4% em 2019, ou um aumento de 3,4 pp) e Finlândia (de 25,4% em 2009 para 28,8% em 2019, ou um aumento de também 3,4 pp), à frente da Holanda (+2,1 pp), Bélgica, Luxemburgo e Portugal (todos +1,4 pp).











