Em Portugal “este é o último passo antes de termos de fazer um confinamento mais musculado”, alerta especialista

Tiago Correia, professor de Saúde Pública Internacional, deixa avisos: “as próximas semanas não vão ser fáceis” e o Natal “vai ser diferente”.

Executive Digest

As medidas implementadas pelo Governo, desde a passada segunda-feira, na sequência do regresso de Portugal ao Estado de Emergência, visam, segundo interpreta o especialista Tiago Correia, transmitir uma mensagem à população: acabar com os convívios entre pessoas que não são do mesmo agregado familiar.

“Este é o último passo antes de termos de fazer um confinamento mais musculado”, sublinhou o professor de Saúde Pública Internacional, reconhecendo que esse confinamento “ainda vai ser mais doloroso” do que as medidas agora impostas com o estado de emergência.



Em entrevista à ‘SIC Notícias’, Tiago Correia defendeu ainda que o Governo e as autoridades de Saúde têm de ser realistas com a população, dizendo que “as próximas semanas não vão ser fáceis” e o Natal “vai ser diferente”.

Sobre os números da Covid-19 desta quarta-feira, o professor reconheceu que as notícias não são boas e que “estamos numa fase muito difícil”, sendo que o objetivo agora é conter o ritmo de transmissão.

Considerando que estamos numa fase em que não se pode facilitar, acrescentou que a “culpa não é das pessoas, mas nesta fase não temos outra solução se não pedir que adiram às medidas”.

Recorde-se os dados desta quarta-feira mostram que Portugal conta com mais 4.935 pessoas infetadas pelo novo coronavírus e mais 82 vítimas mortais.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) atingimos um total de 192.172 diagnósticos positivos desde o início da pandemia e 3.103 óbitos.

Acrescem ainda mais 1.378 casos ativos e de mais 43 doentes internados. Os hospitais portugueses contam com 2.785 doentes com COVID-19, 391 dos quais em unidades de cuidados intensivos, numa subida de 9 casos face a ontem.

Verificam-se ainda mais 3.475 pessoas recuperadas e menos 956 contactos em vigilância pelas autoridades de Saúde.

Nortes e Lisboa e Vale do Tejo são as regiões mais preocupantes neste momento, contabilizando mais 2.845 e mais 1.185 casos, respetivamente. Nas últimas 24 horas, o Centro também registou mais 743 pessoas infetadas, o Alentejo mais 44 e o Algarve mais 80.

Há ainda registo de mais 21 casos confirmados nos Açores e de mais 17 na Madeira. As regiões autónomas são as únicas, a par do Algarve, onde não se verificaram mortes nas últimas 24 horas. Segundo a DGS, contam-se mais 44 óbitos no Norte, mais 17 no Centro, mais 19 em Lisboa e Vale do Tejo e mais 2 no Alentejo.

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