Em breve, os militares das Forças Armadas vão fazer rastreios epidemiológicos a toda a população, para ajudar o Ministério da Saúde a acompanhar as cadeias de transmissão e a detetar surtos, escreve o jornal Público.
A informação foi inicialmente avançada pelo primeiro-ministro, António Costa e confirmada esta segunda-feira à noite pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em entrevista à RTP1.
De acordo com o Público, que cita fontes militares, vão ser feitas reuniões, nos próximos dias, com o Ministério da Saúde no sentido de definir os moldes em que a colaboração dos militares vai ocorrer.
Os militares também estão preparados para convocar os médicos e enfermeiros na reserva, que, até agora, podiam apresentar-se voluntariamente ao serviço, no entanto, em estado de emergência, deverão mesmo ser convocados.
“Há enfermeiros e outros profissionais de saúde disponíveis, mas já estamos por tudo. Venham os recursos. As unidades de saúde pública estão assoberbadas, têm que ser reforçadas, já não estamos em fase de ser esquisitos”, diz o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMSP), Ricardo Mexia, ao Público.
O Presidente da República disse na entrevista desta segunda-feira que era importante “ampliar os rastreios” e “as Forças Armadas, os funcionários públicos e até os privados podem fazer pesquisas e contactos com aqueles que estiveram próximos dos infetados, sob supervisão da Saúde”.
Desta forma, o objetivo é que o número de pessoas a fazer rastreios à população chegue aos “tais milhares que são necessários”.










