Dos ‘Votos nus’ à ‘mudança azul’. As expressões que precisa de conhecer para acompanhar as eleições dos EUA

O processo eleitoral nos Estados Unidos da América (EUA) não é o mais simples e embora expressões como colégio eleitoral já sejam repetidas com frequência, outras poderão causar estranheza.

Executive Digest

O processo eleitoral nos Estados Unidos da América (EUA) não é o mais simples e embora expressões como colégio eleitoral já sejam repetidas com frequência, outras poderão causar estranheza a quem quer acompanhar as eleições a partir deste lado do Atlântico. A Bloomberg reuniu alguns dos termos mais utilizados em tempo de urnas bem como expressões que nasceram especificamente do confronto entre Donald Trump e Joe Biden.

A apenas um dia de se conhecer o próximo ocupante da Casa Branca, as sondagens apontam para Joe Biden como o grande vencedor, mas ainda tudo pode mudar. Eis algum vocabulário que pode ajudar a compreender o que se passa a cada momento:



Ballot curing

Com o número mais elevado de sempre de norte-americanos a votar através do correio, esta prática deu origem a algumas expressões. É o caso de “ballot curing”, usada para descrever o processo de reversão de um voto rejeitado. Regra geral, os eleitores têm oportunidade de resolver o problema, mas nem sempre são notificados de que o seu voto foi rejeitado;

Votos nus

Além de rejeitados, há também votos nus. Quem optou por votar antecipadamente através do correio teve de enviar o seu voto através de um envelope especial que garante o anonimato e a segurança do processo. Porém, quando chegam às autoridades sem este envelope são descritos como “naked ballots”, ou seja, nus. Alguns estados contabilizam-nos ainda assim, mas outros não;

Votos não solicitados

No passado mês de Setembro, Donald Trump começou a usar a expressão “unsolicited ballots” para se referir aos estados que enviaram automaticamente um boletim de voto a todos os eleitores registados;

Voto à beira da estrada

Em algumas localidades, os eleitores que optam por votar antecipadamente presencialmente podem entregar o seu boletim de voto sem sair do carro. “Curbside voting” é uma modalidade pensada para pessoas com algum tipo de deficiência ou que fazem parte do grupo de risco relativamente à COVID-19;

Decreto de consentimento

Depois de uma eleição para escolher o governador de New Jersey em que os ânimos se exaltaram, em 1981, foi criado o “consent decree”, um documento que limita a vigilância agressiva das urnas. Contratar antigos polícias no sentido de intimidar eleitores era uma das práticas abrangidas por este decreto. Porém, o decreto expirou e estas serão as primeiras eleições presidenciais sem o mesmo;

Seguranças das urnas

Uma das actividades que agora poderá regressar depois de o “consent decree” ter expirado é a vigilância das urnas. O chamado “poll watcher” é contratado por partidos políticos ou candidatos para observar de perto todos os procedimentos eleitorais, exercendo pressão;

Contar os votos

Esta não é uma expressão estranha à generalidade da população, mas importa esclarecer que este ano poderá ser uma tarefa mais demorada. Segundo a Bloomberg, dado o aumento do número de votos pelo correio, por exemplo, saber quem é o próximo presidente dos Estados Unidos da América poderá demorar mais do que o habitual;

Mudança azul

A História mostra-nos que votos que tenham sido submetido pelo correio que cheguem mais tarde ou boletins provisórios tendem a favorecer candidatos Democratas. Este fenómeno é conhecido como “blue shift”, uma vez que é uma mudança de maré que favorece o partido azul;

Projecção de votos

Os resultados anunciados na noite das eleições e mesmo nos dias seguintes ainda não são definitivos. No entanto, são estes os utilizados para anunciar qual o próximo presidente dos EUA. De acordo com a Bloomberg, a certificação dos resultados acontece já muito depois, mas entretanto o suposto derrotado já admitiu a vitória do seu rival;

Contagem eleitoral

Os representantes do colégio eleitoral de cada estado só votam no dia 14 de Dezembro, sendo as suas escolhas analisadas pelo Congresso no dia 6 de Janeiro do próximo ano. Se Donald Trump ou Joe Biden tiver conquistado a maioria, será então, finalmente, anunciado como o vencedor oficial das eleições. Se isso não acontecer, o Congresso é chamado a decidir.

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